ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:04.1219-2</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Microbiologia</b><p align=justify><strong>TRATAMENTO DA ESPOROTRICOSE CUTÂNEA EXPERIMENTAL: USO DE &#61538; - GLUCANA ASSOCIADA AO ITRACONAZOL </strong></p><p align=justify><b>Anelise Afonso Martins </b> (<i>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</i>); <b><u>Tatiana de Avila Antunes </u></b> (<i>Universidade Federal de Pelotas</i>); <b>Franklin Vaz da Silva </b> (<i>Universidade Federal de Pelotas</i>); <b>Ana Raquel Mano Meinerz </b> (<i>Universidade Federal de Pelotas</i>); <b>Marlete Brum Cleff </b> (<i>Universidade Federal de Pelotas</i>); <b>Isabel Martins Madrid </b> (<i>Universidade Federal de Pelotas</i>); <b>Luiza Osório </b> (<i>Universidade Federal de Pelotas</i>); <b>Renata Osório de Faria </b> (<i>Universidade FEderal do Rio Grande do Sul</i>); <b>Mario Carlos Araújo Meireles </b> (<i>Universidade Federal de Pelotas</i>); <b>João Roberto Braga de Mello </b> (<i>Universidade Federal de Pelotas</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>A esporotricose micose subcutânea causada pelo fungo dimórfico Sporothrix schenckii, tem distribuição mundial, sendo a enfermidade adquirida através do implante traumático do agente na derme. Após a inoculação com S. schenckii o sistema imunológico é ativado e a infecção desenvolve-se quando o indivíduo estiver com deficiência na resposta imune. O itraconazol, antifúngico de eleição, apresenta amplo espectro de ação, porém são cada vez mais freqüentes os relatos de isolados de S. schenckii resistentes a esse fármaco e falhas terapêuticas em felinos com esporotricose. A estimulação da resposta imune tem sido considerada de grande relevância contra microrganismos patogênicos, sendo que dentre as substâncias imunoestimulante destaca-se a &#946; glucana, um polissacarídeo extraído da parede celular interna do fungo Saccharomyces cerevisiae que apresenta atividade imunofarmacológica relacionada com efeitos anti-tumorais, proteção contra infecções virótica, bacterianas, parasitarias e ação fungicida. O presente trabalho tem por objetivo avaliar a eficácia do uso do imunomodulador &#946; glucana associado ao antifúngico Itraconazol no tratamento da esporotricose cutânea experimental. Foram utilizados 100 ratos Wistar, machos, divididos em 4 grupos:G1 que receberam 0,5ml de água destilada estéril; G2 tratados com 10mg/kg de itraconazol; G3 tratados com 10mg/kg de itraconazol associado a 0,5 mg de glucana e G4 tratados com 0,5 mg glucana. Os ratos foram inoculados por via SC no coxim plantar direito com 0,1 ml do inóculo contendo 2x103 céls S. schenckii/ml. O antifúngico e a água destilada foram administrados por VO com auxilio de sonda orogástrica uma vez ao dia e a glucana por via SC uma vez por semana. Os grupos G1 e G2 receberam solução salina SC semanalmente e o G4 recebeu por VO água destilada estéril diariamente. Semanalmente três animais de cada grupo foram necropsiados onde foi retirado o coxim plantar direito para a realização da contagem das UFCs. Após 6 semanas de tratamento todos os ratos foram necropsiados para realização das UFCs, retroisolamento fúngico e pesquisa de disseminação para órgãos internos. Na quantificação das UFCs na segunda semana após a inoculação, obteve-se a média de 293,83x102 UFC no G1, 135,33x102UFC no G2, 91.83x102 UFC no G3 e 108,5x102 UFC no G4. Na sexta semana aumentou a diferença entre os grupos (p<0,05) onde o G1 obteve 163,37x102 UFC e os grupos G2, G3 e G4 respectivamente 3,66x102 UFC, 1,66x102UFC e 6,33x102UFC, sendo que o grupo G3 teve uma ação inibitória melhor sobre o crescimento do agente fúngico em comparação aos grupos G2 e G4. Ao final do experimento foi observado um total de 54% de isolamento do agente em órgãos internos no grupo G3, enquanto que nos grupos G1, G2 e G4 obteve-se, respectivamente, 95%, 86% e 77% dos órgãos positivos sendo os mais acometidos foram os linfonodos poplíteos, fígado e baço. Os resultados permitem concluir que o imunoestimulante &#946; Glucana interferiu no desenvolvimento do fungo S. schenckii. A associação glucana e Itraconazol teve uma maior eficácia no tratamento de esporotricose cutânea experimental, demonstrado pela diminuição nas unidades formadoras de colônias no ponto de inoculação e menor disseminação para órgãos internos.</font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>