ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:09.1198-2</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Pequenos Animais: Clínica e Cirurgia</b><p align=justify><strong>OCORRÊNCIA DE LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA EM UM CÃO RELATO DE CASO</strong></p><p align=justify><b>Fernando Antônio Ferreira </b> (<i>UFU</i>); <b>Christina de Siqueira de Mendonça </b> (<i>UFU</i>); <b>Michelle Cesarino </b> (<i>UFU</i>); <b><u>Jacqueline Ribeiro de Castro </u></b> (<i>UFU</i>); <b>Cecília Gomes Rodrigues </b> (<i>UFU</i>); <b>Carla Cristiane Fernandes </b> (<i>UFU</i>); <b>Edmar Donizete Mundim </b> (<i>UNIPAC</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>INTRODUÇÃO Os distúrbios linfoproliferativos são relativamente raros nos cães. Envolvem a proliferação neoplásicas de células linfóides e representam aproximadamente 5 a 7% dos casos relatados. A proliferação linfóide ocorre principalmente nos linfonodos, baço, fígado e medula óssea (BUSH, 2004). Leucemia é definida como distúrbio em que se observa a proliferação de células neoplásicas na medula óssea, sendo que estas podem ou não estar presentes no sangue periférico. Classificam-se em duas categorias principais: a leucemia Linfoblástica aguda e a leucemia linfocitária crônica (BIRCHARD, 2003). A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) caracteriza-se por proliferação de linfoblastos morfologicamente imaturos na medula óssea ou circulação periférica. Apresenta curso clinico rápido e progressivo, sendo pouco responsiva a terapia quimioterápica (ETTINGER, 2004). Os cães de meia idade e geriátricos são os mais acometidos. Não se observa predileção por raça ou sexo. As apresentações clínicas comumente incluem perda de peso letargia, pirexia intermitente, hetatoesplenomegalia e dor abdominal inespecífica. Em sua maioria apresentam-se anêmicos e com graus variados de trombocitopenias (ETTINGER, 2004).. Desta forma, a proliferação linfoblástica acentuada dentro da medula óssea ou na circulação periférica confirma o diagnóstico. O prognóstico em geral é desfavorável e os protocolos quimioterápicos resultam na remissão de cerca de 25% dos casos, sendo raro um período de sobrevida de mais cinco meses (ETTINGER, 2004). RELATO DE CASO Foi atendido no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia  MG, uma cadela da raça Boxer de 10 anos de idade, com 16 quilos e com o diagnostico de Leucemia Linfoblástica Aguda. Na anamnese o proprietário relatou que o animal a cerca de três meses começou a apresentar os primeiros sinais clínicos (apetite reduzido, apatia e diarréia). O paciente já apresentava histórico de hemoparasitose (Erliquiose canina) e no momento da consulta estava fazendo tratamento para o mesmo sem observar melhora no quadro clinico. Ao exame clinico o animal se apresentava responsivo a estímulos externos, porém bastante apático, com escore corporal baixo, grau grave de desidratação (8%), temperatura corporal de 38°C, freqüência cardíaca e respiratória dentro da normalidade. Durante a palpação observaram se hepatoesplenomegalia, linfoadenomegalia generalizada e abdômen distendido. Solicitaram-se exames complementares (hemograma completo, bioquímica sérica e ultra sonografia abdominal). No hemograma evidenciou anemia normocítica normocrômica não regenerativa, acompanhada de leucocitose periférica madura acentuada (38.000 / mm³) sendo que 90% dos neutrófilos se tratavam de linfoblastos, acompanhada trombocitopenia acentuada. Já na bioquímica sérica não foi observada alteração significativa. Ao exame ultra sonográfico observou se esplenomegalia e hepatomegalia. O protocolo instituído foi a base de Clorambucil na dose de 7 mg/ m² 24/24 horas VO por 3 semanas, passando para 1,5 mg/ m² 24/24 horas VO por 15 dias. Após manteve-se a dose e a medicação foi administrada a cada 3 dias. Associou-se a Prednisona na dose de 20 mg/ m² VO em dias alternados. Este protocolo foi utilizado a fim de proporcionar qualidade de vida ao animal. Ajustou-se a dosagem com base na resposta do paciente ao tratamento. O paciente veio a óbito durante a terapia quimioterápica. </font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>