ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:09.1181-1</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Pequenos Animais: Clínica e Cirurgia</b><p align=justify><strong>ANÁLISE MICROBIOLÓGICA DA PLACA BACTERIANA DA DOENÇA PERIODONTAL EM CÃES</strong></p><p align=justify><b><u>Stella Alves da Fonseca </u></b> (<i>Universidade de Brasília</i>); <b>Paula Diniz Galera </b> (<i>Universidade de Brasília</i>); <b>Anahí Souza Silva </b> (<i>Universidade de Brasília</i>); <b>Ana Bárbara Rocha Silva </b> (<i>Universidade de Brasília</i>); <b>Simone Perecmanis </b> (<i>Universidade de Brasília</i>); <b>Tatiana Guerrero Marçola </b> (<i>Universidade de Brasília</i>); <b>Vinícius Oliveira Drummond </b> (<i>Universidade de Brasília</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>A doença periodontal (DP) acomete o tecido de suporte do dente e o periodonto, sendo a principal causa de perda de dentes em animais domésticos. Dentre os fatores predisponentes a esta afecção incluem-se raça, idade, genética, dieta, mastigação e saúde do animal. Entretanto, é a presença de bactérias que influencia no processo contínuo da DP e atribui-se à placa bacteriana a causa da maioria das afecções bucais. O surgimento e a progressão da DP caracterizam-se pelo desvio no tipo predominante da microflora subgengival. As bactérias, por meio de seu metabolismo, produzem enzimas e toxinas que lesam as estruturas periodontais e iniciam uma resposta inflamatória, podendo contribuir para a proliferação bacteriana. Além da afecção bucal, as bactérias presentes em lesões na cavidade oral podem penetrar na corrente sangüínea e se acumular em outros órgãos, principalmente rins, fígado e coração, e neles causar lesões. Verifica-se então que, para o estabelecimento da etiopatogenia da DP e de sua terapia adequada, é importante a determinação da microbiota da placa bacteriana subgengival, objetivo desse estudo. Foram avaliados 20 cães da raça labrador retriever, machos e fêmeas, com idades variando entre 1 e 8 anos. Na consulta inicial, os animais foram submetidos a exames pré-operatórios, com avaliação odontológica, exames físicos e laboratoriais e eletrocardiograma. À avaliação odontológica, os animais foram clinicamente classificados quanto ao grau de DP. Cada animal foi submetido a uma coleta de amostra de placa bacteriana subgengival. Para as coletas, foram utilizadas luvas cirúrgicas e tubos de papel para endodontia número 40, ambos estéreis, e os animais foram submetidos à contenção física. As coletas foram realizadas afastando-se a gengiva com o auxílio de uma pinça anatômica e introduzindo-se os cones de papel em sítios periodontais que apresentavam sinais clínicos de inflamação. Todas as amostras foram submetidas a isolamento bacteriano. À avaliação clínica odontológica dos 20 animais, nenhum apresentou grau muito discreto, 6 (30%) animais apresentaram grau discreto, 10 (50%) apresentaram grau moderado, 4 (20%) apresentaram grau avançado e nenhum apresentou grau muito avançado de DP. Os animais com grau discreto apresentaram média de idade de 3,1 anos, os com grau moderado apresentaram média de 3,9 anos e os com grau avançado apresentaram média de 6,5 anos. Das 20 amostras de placa bacteriana subgengival coletadas, 17 (85%) apresentaram crescimento bacteriano e foram isoladas 21 colônias. Das 21 colônias, 11 (52,38%) foram identificadas como Staphylococcus spp., 4 (19%) como Pasteurella spp., 4 (19,04%) como Bacillus spp., 1 (4,76%) como Levedura e 1 (4,76%) como Enterococcus spp. Conclui-se, então, que houve crescimento bacteriano subgengival na maioria dos cães com DP; todos os microorganismos isolados foram anaeróbios facultativos; houve correlação entre a severidade da DP e a idade dos animais; e os principais gêneros isolados em animais de diferentes graus de DP foram Staphylococcus e Pasteurella, o que pode sugerir presença natural dessas bactérias na cavidade oral de animais saudáveis.</font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>