ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:05.1098-2</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Parasitologia</b><p align=justify><strong>PRESENÇA DE TREMATÓDEOS EM CARACÓIS DO GÊNERO HELEOBIA EM ÁREA ENDÊMICA PARA EHRLICHIOSE MONOCÍTICA DOS EQUINOS </strong></p><p align=justify><b>Helen Silveira Coimbra </b> (<i>PPGV/FV/UFPEL</i>); <b>Luiz F D Schuch </b> (<i>DVP/FV/UFPEL</i>); <b><u>Carolina L Gonçalves </u></b> (<i>DVP/FV/UFPEL</i>); <b>Cristina Zambrano </b> (<i>UFPEL</i>); <b>Marta Oyarzabal </b> (<i>UFRGS</i>); <b>Luciana S Prestes </b> (<i>PPGV/FV/UFPEL</i>); <b>Fernanda V Mota </b> (<i>DVP/FV/UFPEL</i>); <b>Mário C A Meireles </b> (<i>DVP/FV/UFPEL</i>); <b>Gertrud Muller </b> (<i>DEMP/IB/UFPEL</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>A Ehrlichiose monocítica eqüina (EME) é uma doença causada pela Neorickettsia risticii, se caracteriza principalmente pelo desenvolvimento de diarréia e desidratação. A enfermidade vem sendo diagnosticada no Sul do Rio Grande do Sul e tem como característica a ocorrência em regiões alagadiças e nas épocas do ano com temperaturas elevadas. A forma de transmissão é por via oral sendo veiculada por vetores aquáticos. O ciclo evolutivo da N. risticii parece estar intimamente relaciona ao ciclo biológico de trematódeos. Dessa forma o agente pode estar relacionado às fases de vida do trematódeo, que para o fechamento de seu ciclo necessita de hospedeiros intermediários, que desenvolvem as fases imaturas e de hospedeiro definitivo, que desenvolve o parasita adulto. O ciclo de um trematódeo pode ser composto de um ou mais hospedeiros intermediários, compreendendo moluscos e ou insetos e um hospedeiro definitivo, um animal vertebrado. No Rio Grande do Sul em propriedades com casos confirmados de EME, a N. risticii foi identificada em cercárias presentes em caracóis do gênero Heleobia. Este trabalho é parte de um estudo para o conhecimento do ciclo biológico da EME, e tem como objetivo relatar a densidade e taxonomia dos caracóis do Gênero Heleobia e insetos e observar a presença de trematódeos albergados por eles. Caracóis do gênero Heleobia e insetos foram coletados no período de 2006 a 2008 em propriedades localizadas em Arroio Grande, Rio Grande e Palmares do Sul, todas com histórico de diarréia em equinos. Um total de 12 coletas foi feita com amostragem dos caracóis a partir de plantas aquáticas, aguapé (Eichornea spp) e erva-de-bicho (Polygonum spp), e de sedimento presentes nos canais de irrigação. Os insetos foram coletados com uso de puçá e mantidos em frascos com álcool 70%. Alguns caracóis e todos os insetos coletados foram dissecados para pesquisa da freqüência de trematódeos (fases de rédias, cercárias e metacercárias) presentes. Foram coletados 12641 caracóis do gênero Heleobia no período de 2006 a 2008. A maior densidade dos gastrópodes foi observada nas raízes de aguapés com 92,21%, no sedimento 6,2% e 1,48% nas raízes da erva-de-bicho. As espécies de H. robusta e H. piscium foram identificadas. Ambas as espécies de Heleobia albergavam fases de rédias e cercárias. A frequência de trematódeos nos caracóis foi de 10,25%, 11,11% e 19,35%. A maior frequência foi verificada no período de verão. Dois tipos de cercárias e metacercárias, ainda não caracterizadas, foram encontradas. A frequência das fases de metacercárias nos caracóis dissecados foi de 2,3% e 5,34%. Nos insetos adultos, subordem Anizoptera, as metacercárias foram encontradas numa freqüência de 8,33%, 7,69%, 11,11% e 7,69%, nas náiades a frequência encontrada foi de 20% nas diferentes coletas dos locais estudados. Estudos devem ser realizados para elucidar a biologia e ecologia dos reservatórios naturais e entender a transmissão da ehrlichiose monocítica equina, e assim buscar a introdução de métodos de controle eficazes nas áreas de risco.</font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>