ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:17.1080-1</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Toxicologia</b><p align=justify><strong>MORTALIDADE DE ABELHAS APIS MELLIFERA EM SANTA CATARINA: INTOXICAÇÃO POR INSETICIDAS CARBAMATOS</strong></p><p align=justify><b><u>Mara Rúbia Romeu Pinto </u></b> (<i>UFPel e EPAGRI/CEPEA</i>); <b>Walter Miguel </b> (<i>EPAGRI/CEPEA</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>As abelhas participam da produção mundial de alimentos em vários níveis. O mel, o pólen e a geléia real são consumidos em todos os países do mundo. No entanto, é na polinização que as abelhas mais contribuem para a agricultura mundial, pois na produção vegetal comercial, a abelha aumenta entre 5 a 500% a produção, dependendo da espécie, variedade e condições de cultivo. Várias plantas usadas para forragem do gado, como a alfafa, dependem da abelha para produzir sementes para o plantio. As abelhas também são essenciais para oleaginosas, como colza e o girassol. No caso de laranja e outros cítricos, a polinização aumenta a concentração de açúcar e a qualidade da fruta. Os polinizadores e a reprodução vegetal estão intensamente relacionados e a ação das abelhas como agente de polinização torna-se o elemento crucial no funcionamento de quase todos os ecossistemas terrestres. Em um estudo com 186 espécies de plantas com flores, 46% mostraram-se limitadas reprodutivamente pela ausência ou insuficiência de agentes polinizadores, o que evidencia a grande importância dos mesmos em ambientes naturais. No entanto, o uso indiscriminado e irracional de agrotóxicos nos agroecossistemas, especialmente de inseticidas, pode ocasionar o desequilíbrio da população de abelhas que visitam estes locais. Nas últimas décadas tem sido observado um declínio acentuado de polinizadores em todo o mundo. Este fenômeno tem sido denominado  declínio dos polinizadores . A combinação de um conjunto de fatores tem sido responsabilizada pela CCD. Esta combinação inclui: novas doenças, parasitoses, genética, nutrição, pesticidas agrícolas e alterações no agroecossistema. No entanto, ainda não existe um consenso definitivo sobre as causas. No Brasil, relatos sobre a mortalidade súbita de abelhas têm sido feitos por apicultores de diversas regiões do país, como Piauí, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. Existem relatos de casos com perda de 400 colméias, mas na maioria dos casos não foram coletadas amostras para análise e comprovação da contaminação. Os apicultores e técnicos apícolas do Estado de Santa Catarina têm mostrado preocupação quanto à ocorrência do  desaparecimento das abelhas no Brasil. Com a intensa divulgação do fenômeno CCD na mídia a partir de 2007, o Centro de Pesquisa e Extensão Apícola (EPAGRI/CEPEA) tem recebido inúmeros chamados por parte de produtores e técnicos, que relatam casos de mortalidade e desaparecimento de abelhas. A maioria dos casos, quando verificados in loco, apontam para problemas simples de manejo, que acabam se resolvendo com pequenas alterações no sistema utilizado. Em 2007 um caso chamou especial atenção, por tratar-se de mortalidade em todas as abelhas em dois apiários de um mesmo proprietário, localizados na região do planalto serrano catarinense. Na inspeção do local verificou-se que todas as abelhas apresentavam-se mortas, ao redor e dentro das colméias. Trinta e cinco colméias foram atingidas e dizimadas. Amostras foram coletadas e enviadas para um laboratório particular de análises toxicológicas, onde foi confirmada a suspeita de intoxicação. O laudo apontou presença de inseticida do grupo dos carbamatos. </font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>