ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:09.999-5</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Pequenos Animais: Clínica e Cirurgia</b><p align=justify><strong>PSEUDOTUMOR INFLAMATÓRIO SUBCUTÂNEO EM UM CÃO: CARACTERIZAÇÃO ANÁTOMO-PATOLÓGICA E IMUNOISTOQUÍMICA </strong></p><p align=justify><b><u>Adriana Costa da Motta </u></b> (<i>Universidade de Passo Fundo</i>); <b>Stella de Faria Valle </b> (<i>Universidade de Passo Fundo</i>); <b>Naila Cristina Blatt Duda </b> (<i>Universidade de Passo Fundo</i>); <b>Tanise Policarpo Machado </b> (<i>Universidade de Passo Fundo</i>); <b>Maria Isabel Albano Edelweiss </b> (<i>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>Pseudotumores inflamatórios são lesões benignas que se assemelham a tumores. Estas lesões, clinicamente, radiologicamente e histologicamente simulam tumores malignos e representam uma reação a uma variedade de injúrias que são bem caracterizadas em humanos. É fundamental diferenciar pseudotumores inflamatórios de neoplasmas como os sarcomas, o que requer exame histopatológico cuidadoso. Em cães há relato de dois casos na bexiga e um caso no baço. O presente trabalho tem como objetivo relatar um caso de pseudotumor inflamatório subcutâneo em um cão diagnosticado no Laboratório de Patologia Animal da Universidade de Passo Fundo (UPF), Passo Fundo, Rio Grande do Sul, RS caracterizando seus achados clínicos, anátomo-patológicos e imunoistoquímicos. O cão apresentava insuficiência cardíaca e tinha desenvolvido massa subcutânea de aspecto tumoral há dois meses. Foi atendido no Hospital Veterinário da UPF, sendo relatado interação animal há 1 ano, com afecção no peito. Na bioquímica sérica, as enzimas ALT e FA estavam elevadas. Os exames citopatológicos indicaram presença de colágeno e hemácias. Foi realizado tratamento com antiinflamatório, mas sem sucesso. O animal apresentou edema pulmonar, pneumonia e parada cardíaca, sendo solicitado eutanásia pelo proprietário. À necropsia, a massa de aspecto tumoral estava localizada no tecido subcutâneo à altura do úmero direito, na axila direita e em parte do peito, de consistência firme e de coloração brancacenta com áreas rosadas vascularizadas, que invadia a musculatura desta região. Microscopicamente, o tecido subcutâneo e parte da musculatura subjacente era constituído de abundante tecido fibroso vascularizado contendo atipias de células que pareciam ser linfóides ou mielóides e, por vezes, células multinucleadas. A coloração de tricrômico de Masson evidenciou a marcada fibrose presente na lesão. Os achados no nódulo tumoral subcutâneo foram consistentes com pseudotumor inflamatório. O diagnóstico diferencial incluiu: fibroma, fibrossarcoma, mastocitoma, histiocitoma, linfoma e plasmocitoma. No exame imunoistoquímico foi constatado imunomarcação difusa para CD3, focal discreta para CD20 e difusa para lisozima. A expressão de CD3 evidenciou a origem de células T. Enquanto a expressão de CD20 evidenciou a origem de células B. A expressão de lisozima demonstrou a presença de células histiocíticas. Assim, foi demonstrada a presença de células linfocitárias e histiocíticas comprovando tratar-se de uma lesão de caráter inflamatório crônico com predomínio de mecanismos de resposta celular mediada por linfócitos T. Salienta-se a importância do exame histopatológico para obtenção do diagnóstico definitivo e a importância de reconhecer o caráter benigno dessa lesão, evitando diagnóstico equivocado e uma abordagem terapêutica inadequada. Até o momento, não há relato dessa condição em cães. A interação animal pode ter contribuído na ocorrência do pseudotumor.</font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>