ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:07.937-2</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Animais Silvestres e de Cativeiro: Clínica, Cirurgia, Nutrição e Manejo</b><p align=justify><strong>AVALIAÇÃO HEMATOLÓGICA DE 9 PINGÜINS-DE-MAGALHÃES (SPHENISCUS MAGELLANICUS, FOSTER 1781) MANTIDOS EM CATIVEIRO.</strong></p><p align=justify><b>Shanna Destri Emmerick Campos </b> (<i>Universidade Federal Fluminense</i>); <b><u>Júlia Mara Dourado Sóccio </u></b> (<i>Universidade Federal Fluminense</i>); <b>Renata Rezende Guedes Correia de Oliveira </b> (<i>Universidade Federal Fluminense</i>); <b>Pedro Bittencourt Velho </b> (<i>Universidade Federal Fluminense</i>); <b>André Luiz Paiva Sena Maia </b> (<i>Universidade Federal Fluminense</i>); <b>Ananda Müller Pereira </b> (<i>Universidade Federal Fluminense</i>); <b>Nádia Regina Pereira Almosny </b> (<i>Universidade Federal Fluminense</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>Os Pingüins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus, Foster 1781) são aves marinhas habitantes de regiões frias do hemisfério sul. Atualmente a realização de exames complementares em hematologia tem se tornado um instrumento bastante útil na avaliação do curso e prognóstico de muitas enfermidades. O objetivo deste trabalho foi relatar os achados hematológicos da avaliação de nove Pingüins-de-magalhães jovens, durante uma investigação sobre as possíveis causas de sua mortalidade. Para o presente estudo nove Pingüins-de-magalhães jovens, mantidos em cativeiro no Zoológico de Niterói, pertencentes a um plantel de aproximadamente 50 animais dentre os quais alguns haviam apresentado alterações clínicas, foram submetidos a exame clínico e coleta de amostras sangüíneas para realização do hemograma. As amostras de sangue total foram processadas no Laboratório Clínico Veterinário do Hospital Universitário Veterinário Professor Firmino Mársico Filho, da Universidade Federal Fluminense. Para o cálculo da média e desvio padrão dos parâmetros hematológicos encontrados foi utilizado o programa EXCEL (Microsoft®). Ao exame clínico foram detectadas mucosas hipocoradas e baixo peso corporal, intensa dispnéia, desidratação e lesões sugestivas de trauma. De acordo com os resultados do eritrograma 33,3% e 88,9% dos pingüins avaliados demonstraram diminuição do volume globular e hematimetria, respectivamente, caracterizando anemia, embora não se possa descartar a hipótese de uma redução fisiológica no volume globular em pingüins jovens. Em 88,9% dos animais estudados, o VGM estava acima dos valores de referência e nos demais estava dentro dos limites esperados para a espécie, indicando a presença de um componente arregenerativo na eritropoiese desses exemplares, que em aves pode estar associado às doenças fúngicas e bacterianas, doença inflamatória crônica, doença renal ou hepática crônica ou neoplasias. Observou-se também que, em relação à hemoglobinometria (HGB), 22,2% demonstraram baixos valores de hemoglobina, sustentando a hipótese de anemia. 55,6% dos animais obtiveram valores aumentados de hemoglobinometria e 100% altas Concentrações de Hemoglobina Globular Média (CHGM), que podem ser devidos à hemólise iatrogênica e/ou processos hemolíticos. Na avaliação dos esfregaços sangüíneos não foram encontrados hemoparasitas. Na Leucometria Global 100% dos animais apresentaram leucocitose, heterófilos apresentando alterações tóxicas (hipersegmentação e degranulação), além de monócitos ativados. Os processos infecciosos agudos, em especial de origem bacteriana, em geral estão acompanhados de leucocitose com aumento de heterófilos. Em resposta à severa doença sistêmica, heterófilos de aves apresentam alterações tóxicas, assim como as evidenciadas nos Pingüins-de-magalhães do presente estudo. Portanto, a leucocitose, que se demonstrou marcante em alguns indivíduos, associada à toxicidade dos heterófilos e presença de monócitos ativados sugeriu a presença de um processo inflamatório, com componente infeccioso associado, provavelmente relacionado a uma severa infecção bacteriana nos pingüins deste estudo. Pode-se concluir que Embora a avaliação dos parâmetros hematológicos não permita o diagnóstico preciso sobre localização do processo infeccioso e sobre qual foi a desordem primária, os exames foram essenciais para delineamento e prognóstico da doença. Muitas vezes a presença desordens múltiplas nos animais leva ao aparecimento de sinais clínicos inespecíficos, sendo assim, necessários exames complementares e mais estudos acerca dos Pingüins-de-magalhães. PALAVRAS-CHAVE: Pingüins-de-magalhães, hematologia, Spheniscus magellanicus </font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>