ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:09.816-2</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Pequenos Animais: Clínica e Cirurgia</b><p align=justify><strong>OVÁRIO-SALPINGO-HISTERECTOMIA LAPAROSCÓPICA EM FELINOS HÍGIDOS: ANÁLISE DE 26 CASOS</strong></p><p align=justify><b><u>Fabiana Schiochet </u></b> (<i>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</i>); <b>Carlos Afonso de Castro Beck </b> (<i>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</i>); <b>Simone Scheres </b> (<i>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</i>); <b>Thadeu Mourão Pinto </b> (<i>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</i>); <b>Giordano Cabral Gianotti </b> (<i>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</i>); <b>Macelo de Souza Muccillo </b> (<i>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</i>); <b>Rafael Stedile </b> (<i>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</i>); <b>Emerson Antonio Contesini </b> (<i>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</i>); <b>Marcelo Alievi </b> (<i>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>Nos últimos anos a população de felinos como animais de estimação vêm crescendo substancialmente, e com isso, sua importância na rotina clínico-cirúrgica. As abordagens minimamente invasivas não estão surgindo para incorporar-se ao arsenal cirúrgico moderno e vêm ganhando espaço importante na cirurgia veterinária devido às suas vantagens relacionadas ao reduzido trauma cirúrgico. Na veterinária, tanto a ovário-salpingo-histerectomia (OSH) como a ovariectomia são procedimentos cirúrgicos comumente utilizados na esterilização eletiva de cadelas e gatas com o objetivo de impedir a reprodução ou tratar várias afecções do trato reprodutivo. Neste estudo analisou-se a eficácia da eletrocoagulação bipolar e as principais complicações e possíveis dificuldades encontradas no procedimento de OSH eletiva por acesso laparoscópico em gatos. Todas as videocirurgias foram realizadas no Hospital de Clínicas Veterinárias da UFRGS. Foram analisadas, neste estudo, 26 gatas, adultas, sendo 23 gatas sem raça definida, duas da raça persa e uma siamesa, com peso variando entre 1,3 e 3,5 kg e peso médio de 2,8 kg. Independente do animal, os procedimentos cirúrgicos foram semelhantes. O pneumoperitônio foi estabelecido em 10 mmHg. Foram colocados três portais de 5 mm de diâmetro distribuídos de forma triangular e posicionados nas paredes abdominais laterais direita e esquerda, e na linha média ventral pré-umbilical. O primeiro trocarte foi introduzido pelo método aberto. Os vasos uterinos juntamente com o corpo uterino foram obliterados com auxílio de eletrocauterização bipolar cranialmente a cérvix em três pontos distintos, sendo na seqüência seccionados. Após localizado o ovário esquerdo, os vasos do complexo arterio-venoso ovariano (CAVO) foram dissecados e cauterizados com eletrocoagulação bipolar em três pontos distintos e após seccionados. A mesma seqüência de etapas foi realizada para os vasos ovarianos direito. Ao fina,l o ligamento largo foi seccionado e removido o conjunto útero e ovários da cavidade através da extremidade do trocarte lateral direito. A cavidade abdominal foi fechada como de rotina. No pós-operatório imediato os pacientes receberam cloridrato de tramadol (3mg.kg-1) e cetoprofeno (1mg.kg-1) IM. O cetoprofeno continuou por mais três dias. O enfisema subcutâneo foi a principal complicação encontrada e foi reabsorvido espontaneamente, não apresentando nenhuma alteração clínica digna de nota. Eventualmente, durante a secção dos vasos uterinos ocorreu hemorragia não significativa e esta foi rapidamente solucionada com auxílio de diametria bipolar a qual mostrou-se efetiva e segura em todos os animais. Quatro animais tiveram a secção do corpo uterino próximo à bifurcação dos cornos uterinos, fato que pode ter ocorrido devido às pequenas dimensões do corpo uterino bem como por sua localização no terço caudal do abdômen. Nesses animais foi realizada cauterização destes cotos a fim de evitar complicações futuras. Embora o peso dos animais foi igual ou inferior a 3,5 kg, a cavidade abdominal apresentou espaço suficiente para a realização da técnica operatória, apresentando dificuldade apenas para as manobras de corpo uterino, mas não impedindo o procedimento. De acordo com os casos avaliados pode-se concluir que a ovário-salpingo-histerectomia laparoscópica é segura e efetiva em felinos podendo se tornar abordagem padrão na prática cirúrgica desses animais. </font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>