ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:05.783-1</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Parasitologia</b><p align=justify><strong>BIONOMIA DE PERIPLANETA FULIGINOSA SERVILLE, 1839 (BLATTODEA, BLATTIDAE) À TEMPERATURA DE 30°C</strong></p><p align=justify><b><u>Gertrud Müller Antunes </u></b> (<i>Universidade Federal de Pelotas</i>); <b>Maria Cecília Madruga Monteiro </b> (<i>Universidade Federal de Pelotas</i>); <b>Elvia Elena S. Vianna </b> (<i>Universidade Católica de Pelotas</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>Os blatódeos (baratas) são, provavelmente, os mais antigos e importantes insetos associados ao ambiente humano, estes insetos fazem parte de um grupo conhecido desde o período Carbonífero Inferior. Atualmente são descritas cerca de 4.000 espécies no mundo, sendo conhecidas no Brasil cerca de 1.000 espécies; destas a grande maioria é assinantrópica, apenas 1% dos blatódeos vivem em sinantropia. (CORNWELL, 1968; DALY et al., 1978; ROBINSON, 1996; LOPES, 2007). A alternância de habitat destes insetos durante o dia e à noite, lhes confere condições verdadeiramente excelentes como contaminadores. Durante o dia repousam em ambientes escuros, úmidos e quentes como tubulações de esgotos, fossas sépticas e latrinas. Á noite invadem habitações, como armazéns, restaurantes, cozinhas e hospitais, podendo, nestes últimos, serem responsáveis pela disseminação de patógenos entre os pacientes (VIANNA, 1999). Foram coletadas espécimes, em residências da área urbana de Pelotas-RS, visando formar colônias de Periplaneta fuliginosa para obtenção de ootecas. Os espécimes foram capturados manualmente e com o auxílio de rede entomológica, levados ao laboratório e mantidos em pequenas caixa de madeira, medindo 30 x 30 x 30cm, com os lados envidraçados e tela na face superior (de 15 x 15cm) com malha de 1mm, contendo no interior um esconderijo (10 x 10 x 10cm) removível. A colônia foi mantida no Laboratório de Pesquisa do Museu de História Natural da Universidade Católica de Pelotas, em condições naturais de laboratório (sem controle de temperatura, umidade e luz) e os espécimes alimentados com ração peletizada comercial para alimentação de coelhos e água ad libitum. O experimento foi realizado à temperatura de 30°C ± 0,2°C e umidade relativa (UR) &#8805; 80%, em câmara de incubação (Germinadora Modelo JP-1000) com fotofase de 12h. As ootecas produzidas foram individualizadas em tubos de ensaio medindo 8cm de altura x 1cm de diâmetro fechados com algodão a fim de impedir a entrada de parasitóides e a saída das ninfas após a eclosão; as ninfas, após a eclosão, foram transferidas para cubas de vidro com 18cm de altura e 8cm de diâmetro, contendo alimento, água e sanfonas de papel pardo para servir de esconderijo. Em cada cuba de vidro manteve-se as ninfas provenientes de uma ooteca. É indiscutível a importância dos blatódeos sinantrópicos na saúde publica e sanidade animal, todavia, hoje pouco se conhece sobre a bionomia destes insetos no mundo, apesar de constituírem importantes vetores de doenças. No Brasil, inexiste literatura sobre quaisquer características de Periplaneta fuliginosa, não sendo conhecida nem mesmo sua distribuição. Em Pelotas-RS e em cidades da região, vem sendo observada a presença de P. fuliginosa nas habitações humanas e o conhecimento de sua bionomia e comportamento reprodutivo auxiliará no seu controle e profilaxia. Periplaneta fuliginosa, à temperatura de 30°C ± 0,2°C e umidade relativa (UR) &#8805; 80%: apresentou número de ovos, período de incubação, ninfas/ooteca, período de ninfa e período de ovo-adulto semelhantes aos citados na literatura; apresentou alta viabilidade de ovos; apresentou baixa viabilidade de ninfas.</font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>