ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:03.730-3</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Pequenos Ruminantes e Camelídeos Sul-Americanos: Produção, Reprodução, Clínica e Cirurgia</b><p align=justify><strong>PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO DA CAPRINOVINOCULTURA NO SERTÃO DE PERNAMBUCANO</strong></p><p align=justify><b><u>Sylvana Pontual de Alencar </u></b> (<i>ufrpe</i>); <b>Rinaldo Aparecido Mota </b> (<i>UFRPE</i>); <b>Maria Cristina de Oliveira Cardoso /coelho </b> (<i>UFRPE</i>); <b>Sergio Alves do Nascimento </b> (<i>ufrpe</i>); <b>Roberto Soares de Castro </b> (<i>UFRPE</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>Estudou-se o perfil sócio-econômico da caprinovinocultura no sertão de Pernambuco e classificou-se as unidades produtivas por nível tecnológico. Fizeram parte do estudo 150 caprinovinocultores localizados no sertão do Estado de Pernambuco nas mesorregiões Sertão Pernambucano e São Francisco Pernambucano, que foram representadas pela microrregião do Moxotó, abrangendo os municípios de Custódia e Sertânia, microrregião de Araripina, com a participação dos municípios de Araripina e Granito e microrregiões Petrolina e Itaparica, com a participação dos municípios de Petrolina e Floresta, respectivamente.nas mesorregiões Sertão Pernambucano e São Francisco Pernambucano. O estudo compreendeu a criação de um banco de dados e a realização de análise tabular associada ao estudo descritivo que permitiu caracterizar os sistemas de produção. Dos caprinovinocultores investigados 59,6% tinha idade superior a 49 anos. A residência de 62,6% dos produtores localizava-se na propriedade. Idenfificou-se o predomínio do pequeno criador alfabetizado, experiente e organizado, que reconhece esta atividade como importante fonte de renda familiar e dedica tempo satisfatório à produção animal. Os municípios que tiveram os maiores percentuais de produtores que reconheceram a caprinovinocultura como principal atividade econômica foram Granito (75%) e Custódia (75%). Observou-se alto percentual de produtores pertencentes a entidades de classe, que chegou a 100% no município de Petrolina e 96% em Custódia. Mais de 56% dos criadores do sertão criam caprinos e/ou ovinos há mais de 10 anos. A maioria dos produtores reconheceu atuar na caprinovinocultura devido à força da tradição, sendo os maiores percentuais referentes aos municípios de Custódia (89,7%), Sertânia (81,5%) e Floresta (80,9%). Em média, 76,6% dos produtores entrevistados disseram pretender ampliar a criação, sendo o maior percentual observado no município de Petrolina (88,2%). A administração das propriedades era realizada pelo produtor em 85% dos casos. 94,5% dos caprinovinocultores no sertão de Pernambuco não dispunham de assistência técnica realizada por médico veterinário. Dos criatórios estudados, 34,8% ocupavam área inferior a 51 ha e, 53,62% não chegavam a 101 ha. A maioria das propriedades visitadas dispunha de chiqueiro com piso de terra batida (74,8%) e descoberto (61,7%). Os caprinos estão presentes em 112 das 148 propriedades e os ovinos em 111, predominando as propriedades que criam ambas as espécies (50,5%). Dos caprinovinocultores pesquisados, 81,56% criavam animais com a finalidade de exploração da carne. O regime de criação mais freqüente entre os caprinovinocultores estudados foi o semi-extensivo (72,8%). Diante dos resultados obtidos no estudo do perfil sócio-econômico, pode-se concluir que o caprinovinocultor do sertão de Pernambuco mesmo tendo experiência conferida pelo tempo dedicado à atividade, pertencendo a entidade de classe, sendo um indivíduo alfabetizado e residente em sua pequena propriedade, não tem acesso adequado a água, seus rebanhos são pequenos e criados semi-extensivamente para exploração de carne em instalações rústicas. O gerenciamento da propriedade é inadequado e sua ineficiência impede inclusive a reserva alimentar para o período de escassez, havendo alto percentual de abate de animais com idade acima de 12 meses. </font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>