ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:09.728-1</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Pequenos Animais: Clínica e Cirurgia</b><p align=justify><strong>DOENÇA DE CHAGAS EM UM CÃO</strong></p><p align=justify><b><u>Ana Paula da Silva </u></b> (<i>UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM)</i>); <b>Bruno Leite dos Anjos </b> (<i>UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM)</i>); <b>Vagner Augusto de Oliveira Schmidt </b> (<i>UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM)</i>); <b>Anne Santos do Amaral </b> (<i>UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM</i>); <b>Luiz Franscisco Irigoyen </b> (<i>UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM)</i>); <b>Clautete Schmidt </b> (<i>UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM)</i>); <b>Cândido Fontoura da Silva </b> (<i>UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM)</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>O presente relato descreve um caso de doença de Chagas em um cão, Boxer, fêmea, com 7 meses de idade. Ao exame físico, constatou-se desidratação, mucosas pálidas, hipotermia, pulso femoral fraco, tempo de reperfusão capilar aumentado, dispnéia, edema subcutâneo nos membros e aumento de volume abdominal. Os achados clinicopatológicos, radiográficos torácicos e abdominais e eletrocardiográficos foram compatíveis com cardiopatia e insuficiência cardíaca congestiva. Foi iniciado o tratamento, mas o cão morreu no dia seguinte e foi encaminhado para necropsia. Microscopicamente, o coração apresentou miocardite linfoistioplasmocitária e neutrofílica, multifocal a coalescente, acentuada com degeneração e necrose de cardiomiócitos associada à pseudocistos de protozoário com morfologia semelhante a Trypanosoma cruzi. Os principais sinais clínicos observados em cães com miocardite aguda incluem letargia, anorexia, intolerância ao exercício, mucosas pálidas, taquicardia, déficits de pulso, hepatomegalia, diarréia, sinais neurológicos, distensão abdominal e morte súbita. As lesões cardíacas, observadas no presente caso, apresentam características agudas da infecção por Trypanosoma cruzi. Cães jovens com a forma aguda da doença geralmente apresentam disfunção miocárdica que ocorre como resultado de miosite cardíaca pela presença de numerosos pseudocistos nas fibras musculares do coração. Devido à natureza multissistêmica da infecção e a variedade de sinais clínicos, o diagnóstico pode passar despercebido. A evidência de ritmos cardíacos anormais e insuficiência cardíaca congestiva, com disfunção ventricular direita, justifica a investigação de miocardite chagásica, especialmente em áreas endêmicas para esta doença em humanos ou animais domésticos.</font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>