ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:10.705-1</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Eqüinos: Clínica, Cirurgia e Reproduçao</b><p align=justify><strong>PÚRPURA HEMORRÁGICA EM EQÜINO: RELATO DE CASO</strong></p><p align=justify><b><u>Suyan Brethel dos Santos Campos </u></b> (<i>Universidade Federal de Goiás</i>); <b>Thiago Vilar Silva </b> (<i>Universidade Federal de Goiás</i>); <b>Denize Silva Brazil </b> (<i>Universidade Federal de Goiás</i>); <b>Barbara Paula dos Santos Batista </b> (<i>M.V. autônoma</i>); <b>Luciana Ramos Gaston Brandstetter </b> (<i>M.V. autônoma</i>); <b>Luiz Antônio Franco da Silva </b> (<i>Universidade Federal de Goiás</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>Atendeu-se no dia 22 de maio de 2008, no Hospital Veterinário de Grandes Animais da Universidade Federal de Goiás, uma égua da raça Appaloosa, nove anos de idade, apresentando anasarca, dificuldade de locomoção devido a intenso edema na parte distal dos membros locomotores e petéquias, nas mucosas e pele. Por meio do histórico, anamnese, exame clínico e da realização de exames complementares, obtiveram-se como principal suspeita clínica a púrpura hemorrágica. Concluiu-se o diagnóstico fundamentando-se nos resultados dos exames complementares hematológicos, bioquímicos e histopatológicos e pelo sucesso na terapêutica empregada, sendo esta à base de antiinflamatório esteroidal e antibióticoterapia. A Púrpura Hemorrágica é uma doença aguda, não contagiosa, caracterizada pela presença de edema subcutâneo e hemorragias do tipo petéquias e sufusões, na pele, mucosas, nasal, oral e ocular e vísceras. É, aparentemente, uma doença imunomediada, com deposição de imunocomplexos que contêm IgA na parede dos vasos, situação que pode estar relacionada a imunização, infecção por estreptococos, administração de medicamentos e a presença de toxinas. A fisiopatogenia do processo consiste em vasculite asséptica das paredes capilares, acompanhada por extravasamento de plasma e sangue para os tecidos, sem trombocitopenia e defeitos na coagulação. As lesões cutâneas são predominantes, mas outros órgãos como os rins e o sistema gastrintestinal, podem ser acometidos. Os sinais clínicos geralmente aparecem entre duas e quatro semanas após a prévia sensibilização, ocorrendo aumento de volume edematoso e extenso, em qualquer parte do corpo, porém, é mais evidente na face, focinho e nos membros, que se apresentam extremamente intumescidos, sem aumento de temperatura e indolores. Os animais enfermos resistem às caminhadas e a freqüência cardíaca tende a ser aumentada, sem o aumento da temperatura corpórea. A hemorragia e o edema da parede intestinal podem causar cólica, porém, na maioria dos casos, não há diarréia ou constipação. A enfermidade é de ocorrência rara, mas se não tratada adequadamente pode resultar em óbito do animal, em conseqüência da perda de sangue, da dispnéia devido à tumefação da laringe ou faringe, bem como de infecções bacterianas secundárias. Não há alterações características observadas ao exame bioquímico ou hematológico dos animais acometidos. As anormalidades hematológicas típicas consistem em anemia moderada com leucocitose neutrofílica e hiperfibrinogemia. A contagem das plaquetas é normal e pode estar presente hipergamaglobulinemia. O exame bioquímico pode revelar aumento acentuado da atividade da Creatino Kinase. A confirmação do diagnóstico é obtida por meio da biópsia de pele, especialmente das lesões recentes, que revela uma vasculite asséptica, com a presença de infiltrado inflamatório rico em neutrófilos. Deve-se estabelecer o diagnóstico diferencial com outras enfermidades que causam tumefação edematosa e/ ou hemorragias petequiais, como: arterite viral eqüina, infecção pelo herpesvírus eqüino tipos 1 ou 4, erliquiose granulocítica eqüina, insuficiência cardíaca congestiva, edema angioneurótico, estaquibotriotoxicose, anemia infecciosa eqüina e púrpura trombocitopênica. O objetivo deste trabalho é relatar a evolução clínica, diagnóstico e o tratamento de um caso de púrpura hemorrágica em eqüino. </font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>