ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:09.700-3</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Pequenos Animais: Clínica e Cirurgia</b><p align=justify><strong>HISTEROCELE INGUINAL GRAVÍDICA EM CADELA - RELATO DE CASO</strong></p><p align=justify><b>Marco Antônio Ribeiro Faria </b> (<i>Universidade Federal de Uberlândia</i>); <b><u>Renata Lima de Miranda </u></b> (<i>Universidade Federal de Uberlândia</i>); <b>Jacqueline Ribeiro de Castro </b> (<i>UFU</i>); <b>Diego Fernandes Àvila </b> (<i>UFU</i>); <b>Michelle Cesarino </b> (<i>UFU</i>); <b>Ana Carolina Alves </b> (<i>UFU</i>); <b>Lílian F. Tannús </b> (<i>UFU</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>INTRODUÇÃO As hérnias inguinais são protusões de tecidos ou órgãos através do canal inguinal, sendo as não-traumáticas são mais freqüentes em cadelas de meia-idade intactas e podem conter além do omento, útero em fêmeas intactas afetadas por esta patologia, que leva à sinais clínicos em casos de gestação ou piometra, caracterizando a histerocele (FOSSUM et al., 2005). São causadas por um conjunto de fatores, dentre eles, obesidade e aumento da pressão intra-abdominal acompanhada pelo enfraquecimento das estruturas de contorno adjacentes. Seu surgimento em fêmeas está correlacionado ao estro ou gestação, tendo como causa primária o desequilíbrio hormonal. Os hormônios sexuais podem levar ao enfraquecimento de tecido conjuntivo, o que alarga os anéis inguinais (OLIVEIRA, et al., 2000). A hérnia aumenta suas proporções à medida que a gestação avança, sendo que no corno represado no saco herniário pode conter de um a três fetos. Próximo aos 30 dias de gestação observa-se aumento na região inguinal, o qual deve ser diferenciado de neoplasia mamária, abscesso local, lipoma e/ou hematomas (BOJRAB, 1996; OLIVEIRA, et al., 2000). Quando a hérnia contém um útero gravídico ou infectado que não permite redução, o diagnóstico pode ser auxiliado por radiografia que demonstre surgimento de esqueleto fetal em ossificação após 43 a 45 dias de gestação (BOJRAB, 1996), além do exame ultra-sonográfico. RELATO DE CASO Uma cadela teckel de 10 anos, peso 9,900 Kg, foi atendida no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia e diagnosticou-se Histerocele com gestação. O animal apresentou histórico de aumento de volume na região inguinal, sem correção, no ano anterior relato deste. Cio com cruza ocorreu por volta de dois meses antecedidos à consulta. Vivia em ambiente domiciliar com acesso restrito a rua e alimentava-se de ração comercial. Ao exame clínico apresentou parâmetros vitais normais, porém demonstrou-se taquipnéica (FR=48 mpm) com respiração, predominantemente, abdominal curta. A ausculta pulmonar observou-se aumento do som traqueobrônquico e som sibilante em determinadas áreas. A cadela apresentou mucosas normocoradas, bom estado nutricional, descamação furfurácea na pelagem, hiperplasia de toda cadeia mamária com secreção escura a ordenha. O animal demonstrava-se ativo e responsivo ao meio e à palpação observou-se aumento de volume na região inguinal unilateral esquerda com consistência firme semelhante à estrutura fetal. À percussão detectou-se deslocamento de líquido e a suspeita clínica foi de histerocele gravídica, com ausência de batimentos fetais. Foi solicitado um hemograma completo a fim de avaliar as condições gerais da paciente, a qual apresentou anemia normocítica normocrômica. Para confirmação do diagnóstico executaram duas tomadas radiográficas (LL e VD, abdominal), em que se visualizou a presença de um feto. A cadela foi encaminhada ao centro cirúrgico. Foi feita uma incisão retroumbilical na linha alba até o encontro do anel herniário, exposição do útero e ovários, remoção do feto, seguida de OSH. No local do anel herniário foi retirado uma pequena borda da parede abdominal, com posterior sutura. O animal foi acompanhado durante o pós-operatório, até sua alta cirúrgica. </font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>