ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:20.692-6</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Plantas Toxicas</b><p align=justify><strong>CASOS DE INTOXICAÇÕES PELA CHIBATA (ARRABIDAEA BILABIATA ) (SPRAGUE) SANDWITH EM BOVINOS EM REGIME EXTENSIVO EM TERRA FIRME, NO MUNICÍPIO DE ENVIRA  AM</strong></p><p align=justify><b><u>Joel Lima da Silva Junior </u></b> (<i>UFAM</i>); <b>José Fernando Marques Barcellos </b> (<i>Universidade Federal do Amazonas</i>); <b>David Said Aidar </b> (<i>Universidade Federal do Amazonas</i>); <b>Luciana Souza de Aguiar Souza </b> (<i>Universidade Federal do Amazonas</i>); <b>Guilherme Pereira da Silva </b> (<i>CODESAV-AM</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>A Arrabidaea bilabiata (SPRAGUE) Sandwith, também conhecida por outros nomes populares como; chibata, gibata, gibata-branca, gibata-roxa, jurará bucha, jurará branco dentre outros, é uma planta arbustiva de hábito lianescente, robustas com folhas lisas, face superior verde lustrosa e inferior verde clara, trifolioladas ou bifoliadas com um folíolo terminal transformado em gavinhas simples. É uma planta invasora resistente, Adaptada a várias condições ambientais. Cresce em solos argilosos ou arenosos tolerando o encharcamento periódico do terreno, locais inundados e raramente, em solos de terra firme em florestas secundárias. Há registros desta planta em vários estados da região norte, Amazonas, Pará, Roraima e Acre. Em bovinos causa toxidez com sintomatologia em aproximadamente, 6 a 24 horas após a ingestão da planta. Os animais intoxicados ficam em decúbito lateral, passam a fazer movimentos de pedalagem e em certos casos fecham as pálpebras fortemente berrando constantemente, e morrem. O princípio tóxico da planta são glicosídios do tipo esteróides cardio-ativos. Vieram a óbito diversos animais, no município de Envira-AM, entre os meses de março a dezembro de 2007. Três destes animais foram necropsiados, confirmando a ingestão de folhas de chibata no rumem, sendo em seguida coletado os órgãos, fígado, rins e coração. O material coletado foi acondicionado em formalina a 10% e enviado ao laboratório de Histopatologia do Instituto de Biologia da UFAM, para proceder aos estudos histopatológicos. As principais lesões microscópicas que ocorreram no fígado dos animais analisados foram: fibrose, proliferação de ductos biliares, esteatose, apoptose, necrose coagulação e áreas de tecido de granulação. A fibrose ocorreu, principalmente, no espaço porta, na zona entre os lóbulos hepáticos e na cápsula. Nessa lesão observou-se grande quantidade de fibras colágenas de pobre celularidade. Na proliferação de ductos biliares foram observados ductos biliares no interior dos espaços porta, presente em todos os espécimens amostrados. A esteatose caracterizou-se pela presença de vacúolos bem delimitados e de dimensões variáveis no citoplasma dos hepatócitos. A apoptose caracterizou-se pela presença de retração celular, condensação da cromatina, formação de bolhas citoplasmáticas e corpúsculos apoptóticos. A necrose caracterizou-se pela presença de detritos granulares amorfos aparentemente compostos de células apenas com os arcabouços celulares e coaguladas. As principais lesões microscópicas encontradas nos rins dos animais foram: túbulos renais exibindo irregularidade de borda apical, edema intersticial, nefrite crônica difusa, nefrite intersticial crônica focal, hipercelularidade das células renais e destruição de sua arquitetura. Foi observado irregularidade da borda apical dos túbulos renais, com perda focal do citoplasma apical. Na nefrite crônica focal, o infiltrado inflamatório predominantemente mononuclear estava presente em algumas zonas do interstício renal, principalmente periarteriolar. O baço não teve nada característico devido a apresentar-se extremamente friável. De acordo com os resultados da patologia e do exame macroscópico do rumem dos animais e por ter encontrado a planta na área de pastagem e no rúmen destes, conclui-se que a causa mortis dos animais foi decorrente da ingestão da planta tóxica Arrabidaea bilabiata.</font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>