ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:09.685-3</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Pequenos Animais: Clínica e Cirurgia</b><p align=justify><strong>CERATOCONJUNTIVITE SECA POR PARALISIA DO NERVO FACIAL TRAUMÁTICA EM UM GATO</strong></p><p align=justify><b>Sheila Saraiva Silva Nogueira </b> (<i>Universidade Federal do Tocantins</i>); <b><u>Eliselle Gouveia de Faria </u></b> (<i>Universidade Federal do Tocantins</i>); <b>Tales Dias Prado </b> (<i>Universidade Federal do Tocantins</i>); <b>Marlos Gonçalves Sousa </b> (<i>Universidade Federal do Tocantins</i>); <b>Roberta Carareto </b> (<i>Universidade Federal do Tocantins</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>INTRODUÇÃO A paralisia do nervo facial é a neuropatia craniana aguda mais comum, podendo ser classificada de duas formas: idiopática ou sintomática, esta podendo ser causada por trauma ou tumores que comprimam o nervo facial. A ceratoconjuntivite seca, ou olho seco, é considerada um problema oftálmico comum em cães. O sinal marcante em pacientes acometidos caracteriza-se por secreção ocular mucóide a muco-purulenta, que se adere ao epitélio e que, normalmente, acompanha perda de brilho na córnea e hiperemia conjuntival. Casos agudos podem produzir ulcerações superficiais, profundas e até a perfuração da córnea (LAUS; ORIÁ, 1999). Este trabalho relata um caso de ceratoconjuntivite seca em gato doméstico, decorrente da paralisia no nervo facial traumática. DESCRIÇÃO DO CASO Foi atendido no Hospital Veterinário Universitário da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia, da Universidade Federal do Tocantins, campus de Araguaína, um gato, macho, com 6 meses e pesando 3 Kg, apresentando opacificação e formação de neovasos corneanos. Explorando-se a história clínica do paciente, constatou-se que o mesmo havia sido atropelado há alguns meses, tornando-se incapaz de piscar o olho desde então. Foram realizados os testes do reflexo corneano com cotonete e dos relfexos palpebrais, sendo que no olho esquedo, tais avaliações evidenciaram ausência de reflexos, sugerindo um quadro de paralisia do VII nervo craniano (facial), provavelmente relacionado a uma possível lesão traumática em face do atropelamento anterior. Foi realizado o teste da lágrima de Schirmer, demonstrando baixa umidade, e teste da fluoresceína, que não evidenciou úlceras de córnea. Em face da ceratite superficial não-ulcerativa possivelmente relacionada à paralisia do nervo facial, instituiu-se um protocolo terapêutico que incluiu tobramicinaA (1 gota no olho esquerdo seis vezes ao dia), dextrano 70 + hipromelose em associaçãoB (1 gota no olho esquerdo seis vezes ao dia) e sulfato de condroitinaC (1 gota no olho esquerdo quatro vezes ao dia), devendo o animal retornar para reavaliação do caso clínico. Houve melhora parcial, com minimização das manifestações clínicas oculares. DISCUSSÃO Sabe-se que traumas podem desencadear paralisia do nervo facial e, consequentemente, impedir a adequada distribuição do filme lacrimal pré-corneano, desencadeando, assim, a ceratoconjuntivite seca (KODAMA, 2007; LAUS; ORIÁ, 1999; REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO, 2007). Do mesmo modo, a denervação da glândula lacrimal também pode ser conseqüência da paralisia do VII nervo craniano (KODAMA, 2007; REDE SARAH DE HOSPITAIS DE REABILITAÇÃO, 2007). Para confirmação da suspeita de paralisia do nervo facial, empregou-se um método simples, baseado na avaliação da existência de reflexo corneano e palpebrais com um cotonete (MAMEDE et al., 2002), o qual possibilitou constatar ausência dos reflexos. A abordagem terapêutica empregada é parcialmente condizente com as recomendações atuais. Desse modo, incluiu um substituto artificial da lágrima, um antibiótico tópico e o sulfato de condroitina (LAUS; ORIÁ, 1999; MAMEDE et al., 2002). CONCLUSÃO A paralisia do nervo facial pode desencadear a ceratoconjutivite seca e suas possível complicações. O tratamento, uma vez instituído e realizado de maneira correta, possivelmente evitará a progressão dos sinais oftálmicos desenvolvidos. </font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>