ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:09.685-2</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Pequenos Animais: Clínica e Cirurgia</b><p align=justify><strong>REAÇÃO FARMACODÉRMICA DECORRENTE DO USO DE AMITRAZ EM UM CÃO </strong></p><p align=justify><b>Tales Dias Prado </b> (<i>Universidade Federal do Tocantins</i>); <b><u>Eliselle Gouveia de Faria </u></b> (<i>Universidade Federal do Tocantins</i>); <b>Sheila Saraiva Silva Nogueira </b> (<i>Universidade Federal do Tocantins</i>); <b>Joelma Mariano da Paixão </b> (<i>Universidade Federal do Tocantins</i>); <b>Marlos Gonçalves Sousa </b> (<i>Universidade Federal do Tocantins</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>INTRODUÇÃO A incidência da intoxicação por amitraz na clinica de pequenos animais é de relevante importância. Um estudo retrospectivo sobre as causas mais comuns das intoxicações em cães e gatos atendidos no Hospital Veterinário da Universidade de São Paulo entre 1998 e 2000 apontou que 13,9% foram causadas por pesticidas, dos quais 39,3% por organofosforados, 35,7% por carbamatos e 25% por amitraz (ANDRADE et al., 2004). As formamidinas, imidinas, diamidinas ou amidinas são um grupo de inseticidas, acaricidas e carrapaticidas, que têm como importante representante o amitraz (ANDRADE; SANTARÉM, 2002). Em cães, o amitraz é utilizado topicamente para o tratamento da demodiciose e no controle de carrapatos (ANDRADE et al., 2004). Efeitos adversos incluem sedação, perda de reflexos, letargia, ataxia, falta de coordenação motora, bradicardia, hipotensão, poliúria, hiperglicemia, vômito, midríase e impactação intestinal. A depressão do SNC pode ser percebida por uma fase transitória de excitabilidade e agressividade. Cães de pequeno porte, como Chihuahuas, Yorkshires e Poodles, podem ser mais sensíveis aos efeitos colaterais do amitraz (ANDRADE; SANTARÉM, 2002). O tratamento desta intoxicação consiste basicamente no uso de antagonistas &#945;2  adrenérgicos, tais como a ioimbina e a atipamezole (ANDRADE et al., 2004). RELATO DE CASO Foi atendida no Hospital Veterinário da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia, da Universidade Federal do Tocantins, uma cadela da raça Pitbull com quatro meses de idade, pesando 12 kg e proveniente de uma propriedade localizada na zona rural. O animal apresentava lesões cutâneas moderadamente pruriginosas desencadeadas abruptamente após banho com um produto carrapaticida à base de amitraz, seguindo as instruções de diluição propostas na bula do medicamento. De acordo com seu proprietário, após o banho o animal manteve-se exposto ao sol. Relatou também hiporexia, normoquesia e urina com aspecto, volume e freqüência inalterados. Verificou-se, ainda, a existência de um contactante canino assintomático na propriedade. Após fechado o diagnóstico de intoxicação por amitraz, instituiu-se tratamento sintomático à base de cefalexinaa (25 mg/kg, VO, BID, por 15 dias), fumarato de clemastinab (0,05 mg/kg, VO, BID, por 10 dias) e banhos com xampú à base de gluconato de clorexidinec (em dias alternados, por 15 dias). Decorridos quatorze dias, o paciente apresentou significativa melhora, com desaparecimento total das lesões de pele. DISCUSSÃO O diagnostico das hipersensibilidades medicamentosas baseia-se em informações oriundas da anamese detalhada, involução frente à suspensão de todo tipo de medicação, nos achados do exame físico, no exame histopatológico da pele e, após a remissão sintomática, à discutível, sob o ponto de vista ético, exposição provocativa (LARSSON, 1996). A suspensão do uso do medicamento foi suficiente para abolir as lesões decorrentes dessa reação de hipersensibilidade. Embora a intoxicação por amitraz seja considerada de baixa letalidade, há casos possivelmente fatais quando ocorrem erros de diluição e/ou administração incorreta do produto (ANDRADE et al., 2004). CONCLUSÂO O uso do amitraz pode levar ao desenvolvimento de leões farmacodérmicas em cães e, em tais casos, a imediata suspensão do seu uso, seguida de recuperação do paciente, pode substanciar o diagnóstico de farmacodermia.</font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>