ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:05.684-1</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Parasitologia</b><p align=justify><strong>OCORRENCIA DE HEPATOZOON CANIS EM CANINO (RELATO DE DOIS CASOS)</strong></p><p align=justify><b><u>Sinerey Karla Salim Aragão </u></b> (<i>Universidade Federal Rural da Amazonia</i>); <b>André Marcelo Conceição Meneses </b> (<i>Universidade federal rural da amazonia</i>); <b>Márcia Janete Mesquita de Figueiredo </b> (<i>Universidade federal rural da amazonia</i>); <b>Michele de Souza Lima </b> (<i>Universidade Federal do Pará</i>); <b>Michelly Vila Nova de Vasconcelos </b> (<i>Universidade federal do Pará</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>Hepatozoonose é causada por uma bactéria pertencente ao Filo Apicomplexa, Família Haemogregarinidae e Gênero Hepatozoon, que está estritamente relacionado à espécie Plasmodium e piroplasmas (GONDIM et al., 1998; BANETH et al., 2002; BANETH et al., 2003; GONEN et al., 2004; KARAGENC et al., 2005). Segundo Alencar et al (1997) trata-se de uma doença descrita em vários países causada pelo protozoário Hepatozoon canis, que acomete principalmente os carnívoros domésticos. A transmissão para cães ocorre após a ingestão de carrapatos contendo oocistos maduros de H.canis. Assume-se que o Rhipicephalus sanguineus e Amblioma spp sejam os principais vetores da doença em cães na América do sul (Vincent-Johnson et al,1997; O`Dwyer e Massard, 2001). O período de incubação varia de 28 a 78 dias para detecção microscópica do gametócito circulante nas células sanguíneas e de 13 a 35 dias para merontes presentes na medula óssea. Craig (1998), assinala que os sinais mais freqüentes são anorexia, palidez de mucosas, emagrecimento e dores musculares. Sinais clínicos como anorexia, mucosas pálidas, perda de peso, dor, diarréia, vomito, andar cambaleante, febre, poliúria e polidpsia foram relatados por Gondim et al(1998) e Paludo et al (2003) . Diarréia sanguinolenta, depressão e corrimento oculonasal foram citados pro Ettinger e Feldman (2004) O diagnostico de rotina em cães baseia-se na identificação de células leucocitárias parasitadas em esfregaços sanguíneos. Estudos freqüentes tem preconizado o uso da Imunofluorescência indireta, do Western blot e da biópsia tecidual como técnicas alternativas no diagnostico (O`Dwyer e Massard, 2001). O Dwyer e Massard (2002) relataram a ineficiência de antibióticos como a oxitetraciclina e cloranfenicol no tratamento da hepatozoonose. O uso de antiprotozoários como o dipropionato de imidocarb tem apresentado resultados inconsistentes quando prescrito isoladamente, mas associado a tetraciclina e doxiciclina tem mostrado resultados satisfatórios. Baneth et al. (1995) realizaram o tratamento com diproprionato de imidocarb associado à doxiciclina e prednisolona, além de suplementação com ferro e vitamina B12, não encontrando resultados significativos. A administração de antiinflamatórios não esteróides pode levar a resultados muito satisfatórios na terapia da maioria dos casos (ETTINGER e FELDMAN, 2004). Macintire et al (1997), atestaram a efetividade da Sulfonamida/trimetoprim combinada com a pirimetamina, apesar de observarem recidiva da doença meses após o termino da terapia. O objetivo é relatar a ocorrência de casos de Hepatozoon canis em dois caninos atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural da Amazônia (HOVET  UFRA). Os animais foram atendidos na rotina do HOVET-UFRA e foram os primeiros casos diagnosticados. O primeiro animal um canino, SRD, macho com 16 anos de idade que foi atendido com queixa de sangramento oral com cerca de tres dias de duração; o segundo animal tratava-se de um canino, macho, da raça Cocker Spaniel, com cinco anos de idade que apresentava queixa principal de apatia, tosse, secreção ocular e gemidos. Ambos os casos foram diagnosticados como Hepatozoonose devido à presença do parasita no esfregaço sanguíneo. Os animais foram tratados com dipropionato de imidocarb e doxiciclina obtendo-se sucesso na terapia aplicada. </font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>