ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:09.681-2</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Pequenos Animais: Clínica e Cirurgia</b><p align=justify><strong>IMUNORREATIVIDADE À GLICOPROTEÍNA-P NO TUMOR VENÉREO TRANSMISSÍVEL CANINO</strong></p><p align=justify><b><u>Luiz Fernando Jantzen Gaspar </u></b> (<i>UFPel</i>); <b>Anne Santos do Amaral </b> (<i>UFSM</i>); <b>Sandra Bassani-silva </b> (<i>FMVZ-UNESP</i>); <b>Noeme Sousa Rocha </b> (<i>FMVZ-UNESP</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>O tumor venéreo transmissível (TVT) é uma neoplasia contagiosa e sexualmente transmissível que, em condições naturais, afeta somente caninos. O tipo celular exato de origem do TVT não é conhecido. Ele tem sido definido histologicamente como um tumor indiferenciado de células redondas, provavelmente de origem reticuloendotelial. Dentre as várias modalidades de tratamento, como radioterapia, cirurgia ou criocirurgia, a quimioterapia é a mais aceita, sendo o uso de sulfato de vincristina como agente único, em aplicações semanais, o protocolo mais efetivo, sendo necessárias de quatro a oito aplicações intravenosas para a obtenção da cura. A resistência à quimioterapia é um grande obstáculo no tratamento de pacientes com câncer. O fenômeno de resistência a múltiplas drogas é multifatorial, podendo ser conferido por uma variedade de mecanismos celulares, relacionados com defeitos na apoptose, aumento dos mecanismos de detoxificação intracelular, e pela ativação ou superexpressão de moléculas, como a glicoproteína-p, capazes de exportar os quimioterápicos para fora da célula. Este trabalho teve o propósito de verificar se células de tumor venéreo transmissível expressam glicoproteína-p, uma vez que tem sido observada crescente resistência à quimioterapia em pacientes com esta neoplasia. Foram estudadas 103 amostras de TVT obtidas de cães atendidos com esta neoplasia no Hospital Veterinário da FMVZ-UNESP, campus Botucatu. As amostras foram obtidas por citologia aspirativa com agulha fina, sendo as células obtidas suspensas em 1,5ml de PBS gelado, centrifugado em citocentrífuga e as lâminas com as células conservadas em etanol 95% até o processamento da imunocitoquímica. Para a imunomarcação foram utilizados os anticorpos antiglicoproteína-p clone C494 e clone 5B12 . As lÂminas eram pré-incubadas em BSA 2%, seguida pelos anticorpos primários e secundário e DAB líquido para a revelação. As lâminas eram contra-coradas com verde de metila, desidratadas em álcool absoluto, diafanizadas em xilol e montadas com resina sintética. As lâminas foram observadas em microscópio óptico sob objetiva de 40x e os resultados expressos como percentual de células positivas em 10 campos aleatórios, contando-se no mínimo 100 células por amostra. De acordo com o número de células positivas, a amostra era categorizada em um escore de um a três, da seguinte forma: negativo= amostra negativa; classe um= até 10% de células positivas; classe dois= entre 11 e 50% de células positivas; classe quatro= mais de 50% de células marcadas. O anticorpo antiglicoproteína-p clone C494 produziu marcação positiva satisfatória na diluição de 1:100, tanto dos controles positivos como das células de TVT. O anticorpo antiglicoproteína-p clone 5B12, não apresentou marcação positiva nem nos tecidos que fisiologicamente expressam glicoproteína-p, tais como fígado e rim hígidos, nem nas células de TVT. Das 103 amostras testadas, 57 (55,3%) apresentaram expressão da glicoproteína-p, em padrões variáveis de intensidade, e 46 foram negativas. A maior parte das amostras positivas (39,8%) enquadrou-se na classe 2. A expressão de glicoproteína-p pelo TVT sugere que ela possa desempenhar um papel importante na resistência à quimioterapia também nesta neoplasia. A determinação da reatividade pode se constituir numa ferramenta para determinação de prognóstico para esta neoplasia.</font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>