ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:09.679-1</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Pequenos Animais: Clínica e Cirurgia</b><p align=justify><strong>FISTULAÇÃO INFRAORBITÁRIA MÚLTIPLA CAUSANDO RINITE, EPÍFORA E SINUSITE EM CÃO: RELATO DE CASO</strong></p><p align=justify><b><u>Mariana Campos Fontalvo </u></b> (<i>UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ</i>); <b>Sávia Calline C. S. Paiva </b> (<i>UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ</i>); <b>Janaina Doro </b> (<i>UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ</i>); <b>Rogério Ribas Lange </b> (<i>UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ</i>); <b>Fabiano Montiani-ferreira </b> (<i>UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>Uma conseqüência comum da doença periodontal é o abscesso periapical, que pode provocar, nos casos mais severos, uma fístula infra-orbitária, havendo nesta instância extravasamento de material purulento ou inflamatório para o meio externo. Uma cadela de pequeno porte, sem raça definida, de sete anos de idade, foi atendida no Ambulatório de Odontologia do Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná. A queixa principal do proprietário foram lesões na face, situada na região infra-orbirtária, apresentando duas fístulas do lado esquerdo, uma do lado direito e uma na ponte nasal, com secreção purulenta e formação de crostas, além de corrimento nasal e epífora bilateral. Ao realizar-se o exame físico do animal, foi evidenciado linfoadenomegalia dos submandibulares. Foi identificada leucocitose por neutrofilia no hemograma e contaminação bacteriana na conjuntiva. Os exames foram repetidos oito dias após o tratamento, apresentando redução dos índices anteriores ao tratamento. Na ocasião do procedimento odontológico, sob anestesia geral, foi efetuado o exame detalhado da cavidade oral verificando-se ausência de cálculo dentário, ausência de retração gengival e de gengivite. A única alteração encontrada fora uma pequena fratura na região da coroa nos dentes 108 e 208 (ambos os quartos pré-molares superiores. Realizou-se dacriocistorrinografia utilizando contraste de ioxol, a fim de verificar o grau de comprometimento do ducto nasolacrimal. Verificou-se que o ducto não estava patente, uma vez que o contraste tenha se acumulado na região maxilar, nos limites do recesso maxilar. A terapêutica consistiu de exodontia dos dentes acometidos. Instituiu-se a administração de antinflamatório não esteroidal (cetoprofeno 1 mg/kg) e antibioticoterapia sistêmica (enrofloxacina 5 mg/kg) no trans-operatório. No retorno do paciente, oito dias após o procedimento odontológico, foi observado cicatrização da mucosa gengival e grande avanço no processo de cicatrização infraorbitária. Uma das razões por que manifestações oftálmicas procedentes de afecções dentárias ocorrem em pequenos animais está relacionada à proximidade entre as raízes dos dentes inseridos no osso maxilar e a órbita. Alterações oftálmicas podem ser diagnosticadas prontamente, porém a sua relação com doenças dentárias muitas vezes não é diagnosticada, resultando em tratamento inapropriado, sendo ignorada a causa primária. Desta forma, quando suspensa a medicação, retornam os sinais clínicos inerentes à enfermidade e, conseqüentemente, a dor e o sofrimento do paciente. Em casos de rinite/sinusite e manifestações oftálmicas procedentes de afecções dentárias o tratamento médico definitivo é aplicação de técnicas de tratamento odontológico, visando o foco primário de infecção. Destaca-se desta forma a importância do exame clínico da cavidade oral para diagnóstico e tratamento de diversas afecções tendo estas, freqüentemente, comprometimento sistêmico.</font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>