ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:09.670-2</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Pequenos Animais: Clínica e Cirurgia</b><p align=justify><strong>OTITE EXTERNA EM CANINOS: ASPECTOS CLÍNICOS E MICROBIOLÓGICOS</strong></p><p align=justify><b><u>Luciana Alves Prati </u></b> (<i>Universidade do Oeste de Sta Catarina</i>); <b>Irina Lubeck </b> (<i>Universidade do Oeste de Sta Catarina</i>); <b>Fabiana Damian Caraça </b> (<i>Universidade do Oeste de Sta Catarina</i>); <b>Franciele Sonaglio </b> (<i>Universidade do Oeste de Sta Catarina</i>); <b>Gelsemina Bernardi </b> (<i>Universidade do Oeste de Sta Catarina</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>A otite externa é uma doença de etiologia multifatorial, com numerosos fatores predisponentes, caracterizada por inflamação do revestimento epitelial do conduto auditivo externo, aumento na produção de material ceruminoso e sebáceo, pela descamação do epitélio, pelo prurido e pela dor. Essa afecção constitui um problema comum encontrado na clínica de pequenos animais, sendo estimado um acometimento de 5% a 20% nos cães e de 2% a 6% nos gatos. Dentre as causas, destacam-se infecções causadas por bactérias, fungos e ácaros, favorecidas por um microambiente úmido e pouco ventilado no conduto auditivo externo. Achados físicos indicadores de otite externa incluem eritema, tumefação, descamação, crostas, alopecia, pêlos quebrados, cabeça baixa, secreção ótica, odor desagradável, dor à palpação da cartilagem auricular. Além disso, podem ocorrer alterações comportamentais como irritabilidade e agressividade devido à dor. O diagnóstico das otites em caninos e felinos não se reveste de maiores problemas, entretanto os quadros subclínicos ou mesmo aqueles nos quais manifestações atípicas ocorrem, podem passar despercebidos pelo clínico. O caminho mais produtivo para o diagnóstico e para a terapia apropriada à otite externa começa com a anamnese para detectar evidências da presença de alergias e fatores ambientais de interresse, acompanhada de exames físico, dermatológicos, otoscópico e microbiológico. Baseado nisso, e considerando a escassez de informações sobre os aspectos microbiológicos envolvidos nos quadros de otite externa em nosso estado, o presente trabalho teve por objetivo determinar os microrganismos mais comumente envolvidos nessa patologia, para a prescrição de tratamentos emergenciais empíricos, até a obtenção dos resultados dos exames microbiológicos e dos respectivos testes de sensibilidade a antimicrobianos. Além disso, foi feita uma análise dos sinais clínicos mais freqüentes. Para tanto, foram estudados pacientes caninos portadores de otite externa, atendidos na rotina do Hospital Veterinário da Unoesc, Campus Xanxerê, no ano corrente. Os sinais clínicos mais freqüentes nos caninos otopatas foram: edema, eritema, otalgia, alteração de posicionamento do pavilhão auricular, estenose do conduto auditivo, prurido e presença de exsudato. No exame otoscópico observou-se presença de pontos hemorrágicos e erosão do epitélio do conduto auditivo, nos casos mais graves. Foi realizado um estudo comparativo do perfil de isolamento bacteriano e de suceptibilidade a antimicrobianos de amostras coletadas com o auxílio de swabs estéreis dos condutos auditivos externos desses pacientes. No presente trabalho foram isolados: Proteus mirabilis (50%), Streptococcus sp (25%) e Staphylococcus sp (25%). Quanto ao isolamento fúngico, conforme o descrito na literatura, destacou-se a presença de M. pachydermatis (50%). Os antibiogramas revelaram alto grau de sensibilidade a cefalexina. Os antimicrobianos menos eficazes in vitro foram bacitracina, lincomicina, eritromicina e amoxicilina. Com esse estudo, salienta-se a importância da realização de testes diagnósticos para a patologia em questão, tendo em vista a prescrição de tratamentos mais específicos, visando minimizar a ocorrência de resistência bacteriana a antimicrobianos e a cronicidade do processo. </font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>