ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:09.625-2</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Pequenos Animais: Clínica e Cirurgia</b><p align=justify><strong>OSTEOSSARCOMA EM CÃES DA RAÇA ROTTWEILER  RELATO DE CASO</strong></p><p align=justify><b><u>Annelise Castanha Barreto Tenório Nunes </u></b> (<i>Universidade Federal de Alagoas</i>); <b>Kleber Barros Nunes </b> (<i>Prefeitura Municipal de Maceió</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>Osteossarcomas são neoplasias malignas. Macroscopicamente, osteossarcomas intra-ósseos centrais têm um aspecto branco-acinzentado e contêm quantidades variáveis de osso mineralizado. Microscopicamente, são compostas de osteoblastos, osteóide e grandes cavidades císticas cheias de sangue e revestidas por células malignas (CARLTON E MCGAVIN, 1998). O tumor inicia-se geralmente nas partes finais das diáfises dos ossos longos, regiões com o máximo crescimento ósseo, e onde o processo de soldadura epifisário é mais prolongado (SANTOS, 1986; JONES et al, 2000). Os osteossarcomas são caracterizados por invasão local agressiva e, por metástases hematógenas precoces nos pulmões. Tipicamente, ocorrem em cães adultos de raças grandes e gigantes (CARLTON e MCGAVIN, 1998). Segundo Santos (1986) a idade média do aparecimento parece estar entre 6º e 7º anos de vida. Os membros torácicos são mais acometidos que os pélvicos (MALDUIN et al , 1988; O BRIEN et al, 1993 apud SILVEIRA et al, 2008). Dois cães da raça Rottweiler, sete anos de idade, um macho e uma fêmea, irmãos da mesma ninhada, apresentaram com um intervalo de seis meses, aumento de volume de consistência firme no membro torácico. A fêmea apresentava aumento na região umeral proximal esquerda, e o macho na proximal direita. A fêmea ao exame clínico apresentava na região umeral proximal esquerda aumento de volume, à palpação consistência firme, sem reação exacerbada a dor, e ao caminhar claudicação de elevação. Ao exame radiográfico, notou-se uma massa destrutiva grande e com margens pouco nítidas. A indicação clínica foi para extirpação do membro afetado. Porém o animal, apresentou piora do quadro, sendo este submetido à eutanásia e ao exame necroscópico. Ao exame pós-morte observou aumento de volume de consistência firme, coloração pálida. Ao corte notou-se área de crescimento ósseo cortical, com presença de coágulo cruórico, devido à hemorragia e comprometimento da região medular. Apresentava metástases pulmonares, com pequenas áreas em torno de 0,7 cm de diâmetro, localizadas nos lóbulos pulmonares direitos. O macho, ao exame clínico, apresentava as mesmas características da fêmea, sendo a região direita a comprometida. Devido à evolução do quadro e comprometimento geral do animal, foi feito eutanásia e exame necroscópico. O membro apresentava as mesmas características observadas na fêmea, porém não apresentou metástase pulmonar. O exame histopatológico confirmou a presença de células tumorais, de origem mesenquimal, com pleomorfismo acentuado e índice mitótico elevado. Apresentava também áreas de osteóide, como citam Santis et al (2008).Como citam Carlton e McGavin (1998), a destruição do osso cortical é acompanhada por quantidades variáveis de osso periosteal reativo neoformado. Grandes áreas pálidas cercadas por zonas de hemorragia e áreas irregulares de hemorragias são comuns em neoplasias intramedulares de crescimento rápido. Osteossarcomas são tumores malignos que mesmo após a extirpação do membro afetado e quimioterapia, os animais apresentam sobrevida em torno de um ano. Ambos os casos, por apresentarem comprometimento ósseo acentuado e debilidade geral, não foi possível realizar a cirurgia. O aparecimento da neoplasia em animais da mesma ninhada, sugere um estudo mais aprofundado da influência genética ou predisposição dos animais progenitores, como já é citado em seres humanos.</font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>