ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:04.617-1</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Microbiologia</b><p align=justify><strong>USO DA PREDIÇÃO COMPUTACIONAL DA ESTRUTURA TRIDIMENSIONAL DE PROTEÍNAS EM VIROLOGIA VETERINÁRIA</strong></p><p align=justify><b><u>Fernando Rosado Spilki </u></b> (<i>Centro Universitário Feevale</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>O método de modelagem por homologia fundamenta-se na hipótese de que uma seqüência de aminoácidos similar implica em estrutura e função similar entre diferentes proteínas, mesmo que estas sejam isoladas de diferentes organismos. Deste modo, havendo a informação disponível a respeito da estrutura terciária de uma proteína, é possível predizer a estrutura terciária de outra proteína homóloga cuja estrutura é desconhecida. De posse desses modelos estruturais gerados in silico, é possível inferir sobre diferentes características funcionais da proteína alvo, ou mesmo sobre a presença de epitopos conformacionais na referida estrutura, através de análises de predição de epitopos descontínuos de células B, dentre outras possíveis aplicações em imunoinformática. Esses esforços podem no futuro albergar as bases para um desenho racional de vacinas aplicadas ao controle de enfermidades virais em medicina veterinária. No presente estudo, tomamos como exemplo a predição da estrutura molecular de uma proteína do envelope do Vírus respiratório sincicial bovino (BRSV). O BRSV, membro da família Paramyxoviridae, gênero Pneumovírus, é uma importante causa de pneumonia em bovinos jovens, podendo também causar infecções respiratórias com sinais clínicos em animais adultos. O vírus apresenta um envelope derivado da membrana plasmática da célula hospedeira onde três glicoproteínas estão inseridas: a proteína G, responsável pela adsorção do vírus à célula, a proteína F, responsável pela fusão do envelope viral à membrana celular e a proteína SH cuja função ainda não é bem conhecida . Além da fusão do envelope à membrana plasmática da célula a proteína F é considerada como responsável pela especificidade das infecções por estes pneumovírus e constitui importante alvo da resposta imune do hospedeiro, especialmente quanto à formação de anticorpos neutralizantes e fenômenos derivados da ativação de respostas imunes do tipo Th2 A proteína F é extremamente conservada dentre os membros da família Paramyxoviridae, sendo sintetizada como um precursor inativo (F0) o qual ganha a estrutura de um homo-oligômero, provavelmente um trímero, no retículo endoplasmático rugoso. Durante o seu acúmulo e passagem no complexo trans- Golgi a proteína é clivada em duas subunidades denominadas F1 e F2, as quais permanecem ligadas por pontes dissulfeto. O dímero F1-F2 constitui a forma ativa da proteína. O maior número de variações nessa proteína, em amostras de BRSV, é encontrado no fragmento F1, enquanto o ectodomínio (F2) é bastante conservado. Nos últimos anos, a estrutura da proteína F de vários paramixovírus foi elucidada e para outros a mesma foi determinada por modelagem computacional, a exemplo da proteína F do Vírus respiratório sincicial humano (HRSV). Todavia, até o presente momento, não existem modelos confeccionados para a provável estrutura da proteína de fusão em BRSV. O presente trabalho teve como objetivo gerar, como um exemplo para a aplicação de modelagem por homologia em virologia veterinária, através de ferramentas de modelagem molecular computacional, um modelo estrutural da proteína F do BRSV em sua forma não-clivada.</font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>