ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:09.537-1</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Pequenos Animais: Clínica e Cirurgia</b><p align=justify><strong>IMPORTÂNCIA DO ESOFAGOGRAMA PARA DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ENTRE FLACIDEZ DO MÚSCULO DORSAL DA TRAQUÉIA E SOBREPOSIÇÃO DE ESÔFAGO E TRAQUÉIA EM CÃES</strong></p><p align=justify><b>Carmen Lice Buchmann de Godoy </b> (<i>UFSM</i>); <b><u>Caroline França Perottoni </u></b> (<i>UFSM</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>O diagnóstico radiológico é emitido baseado na interpretação das imagens impressas em radiografias. Uma mesma imagem pode sugerir mais de uma situação, como em caso de flacidez do músculo traqueal e sobreposição da imagem de esôfago e traquéia, em incidência lateral. A traquéia é uma estrutura tubular que se estende desde o corpo do áxis até, mais ou menos, a quinta vértebra torácica (DYCE, 2004; KEALY & McALLISTER, 2005) e juntamente com os brônquios forma um conjunto contínuo de tubos que conduzem o ar entre a laringe e os bronquíolos nos pulmões. A traquéia cervical mantém uma posição mais ou menos mediana, apesar de seu relacionamento com o esôfago alterar-se em diferentes níveis e com as diversas posições da cabeça e do pescoço. O segmento traqueal torácico sofre um pequeno desvio para a direita, onde cruza o arco aórtico (DYCE, 2004). A parede da traquéia é constituída por grande número de faixas de cartilagens que se curvam para formar  anéis dorsalmente incompletos, os quais estão ligados pelo músculo traqueal liso (DYCE, 2004; KEALY & McALLISTER, 2005). LAMB (1994) afirmou que o esôfago não seria visível radiograficamente, sobrepondo-se à traquéia, a não ser que apresentasse contraste ou gás no interior ou em caso de pneumomediastino. Já, JOHNSON (2000), BURK e FEENEY (2003) e KEALY e McALLISTER (2005) asseguraram que o esôfago sobreposto à traquéia, poderia dar a falsa aparência de colapso. Animais obesos, também, podem aparentar estreitamento de traquéia devido à sobreposição de gordura ou flacidez do músculo, fazendo com que ele se projete no interior do lúmen traqueal (KEALY e McALLISTER, 2005). Na rotina médica veterinária é freqüente a solicitação de exame radiográfico de pacientes que apresentam tosse ou algum tipo de dificuldade respiratória, buscando diagnóstico de estenose ou colapso traqueal, sendo comum a imagem sugestiva de flacidez do músculo traqueal. O objetivo do presente trabalho foi demonstrar a importância do esofagograma para o diagnóstico diferencial definitivo. Seis animais apresentando tosse e/ou dificuldade respiratória, apresentando a imagem dúbia entre sobreposição de esôfago e traquéia e flacidez do músculo traqueal, foram submetidos a esofagograma, administrando-se 10ml de sulfato de bário, via oral, efetuando-se, imediatamente, radiografias em incidência lateral e ventrodorsal. As imagens obtidas ao exame simples demonstraram uma aparente redução da luz traqueal. Ao esofagograma ficou evidenciada a imagem do esôfago contrastado sobrepondo-se à traquéia, na incidência lateral, correspondendo, exatamente, à trajetória da sombra radiopaca sobre a radiolucência da luz traqueal, observada ao exame simples. O resultado confirma as afirmações de JOHNSON (2000), BURK e FEENEY (2003) e KEALY e McALLISTER (2005) sobre a possibilidade de detecção da imagem do esôfago sobre a traquéia ao exame radiográfico simples, discordando de LAMB (1994), que sugeria o contrário. Concluiu-se, apesar do pequeno número de casos considerados, que é comum a distinção da imagem do esôfago sobre a traquéia em incidência lateral, em uma radiografia e que o exame contrastado proporciona o diagnóstico definitivo.</font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>