ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:13.525-1</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Saúde Publica e Controle de Zoonoses / Fiscalização Sanitária e Ambiental</b><p align=justify><strong>RELATO DE UM CASO DE RAIVA HUMANA NO MUNICÍPIO DE HUMAITÁ/AMAZONAS, NO ANO DE 1999</strong></p><p align=justify><b><u>Ana Cristina Rodrigues de Campos </u></b> (<i>Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas</i>); <b>Normélio Raimundo Reinhr </b> (<i>Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>Introdução: A raiva é uma antropozoonose viral transmitida, acidentalmente, ao homem por animais mamíferos. O cão continua sendo um importante transmissor no ciclo urbano da doença. O município de Humaitá pertence ao Estado do Amazonas, região Norte do Brasil, com30.066 Km2 e uma população de 27.837 habitantes. Dista da capital 580 Km em linha reta e 959 Km por via fluvial. Localiza-se na região do Alto Madeira, limite com o estado de Rondônia, através da BR 319 e mais três municípios do Amazonas. Em Humaitá, no período de 1998 a 2003 foram notificados 23 casos de raiva canina e dois óbitos humanos por raiva, em 1998 e 1999. Objetivo: O presente trabalho descreve um caso de raiva humana de transmissão urbana, durante a epidemia de raiva canina ocorrida no município de Humaitá/Amazonas, relatando a situação de ocorrência da agressão e a falta de uma anamnese criteriosa junto ao paciente. Metodologia: Coleta de dados na Declaração de Óbito e na Ficha de Investigação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação; entrevista com familiares do paciente e servidores da Unidade Hospitalar. Resultados: O paciente, de 29 anos, sexo masculino, foi agredido no dia 13/06/99, no período da noite, em uma praça a 300 metros de sua residência, quando trafegava em uma bicicleta e foi cercado por cães em briga. Um deles o mordeu na perna, causando ferimento único e profundo, dirigindo-se a uma residência em frente ao local do acidente. O paciente procurou atendimento médico de imediato, relatando que, apesar da baixa visibilidade acreditava ser possível observar o cão, recebendo 3 doses de vacina anti-rábica humana, tipo Fuenzalida e Palácios, nos dias 14, 16 e 18/06/99 e alta após 10 dias de observação do animal. Sua preocupação, devia-se ao fato de ser casado com a profissional de saúde da sala de vacina do Hospital. No dia 02/08/99 deu entrada no Hospital Municipal, falecendo com o diagnóstico de raiva em 09/08/99. Após investigação epidemiológica do caso, verificou-se que, o animal causador da agressão foi encontrado morto por moradores residentes próximos ao local, um dia após o ocorrido, e o cão da residência, de aparência semelhante, o qual foi observado, continuava vivo e sadio. Conclusão: Este fato demonstra que, apesar da disponibilidade de uma vacina eficaz e eficiente na prevenção da doença e profissionais de saúde capacitados quanto ao esquema de tratamento anti-rábico na rede pública local, faz-se premente e necessária uma abordagem criteriosa e uma anamnese cuidadosa junto aos pacientes, evitando-se a obtenção de informações incorretas ou imprecisas sobre as exposições, levando à adoção de condutas inadeguadas para o tratamento profilático e, consequentemente, óbitos por raiva humana. </font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>