ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:20.446-1</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Plantas Toxicas</b><p align=justify><strong>SURTO DE SÍNDROME TREMORGÊNICA CAUSADA POR IPOMOEA ASARIFOLIA (DERS.) ROEM. & SCHULT. (CONVOLVULACEAE) EM OVINOS NOS LENÇÓIS MARANHENSES</strong></p><p align=justify><b><u>Daniel Praseres Chaves </u></b> (<i>Universidade Estadual do Maranhão</i>); <b>Antonio Guará Sobrinho </b> (<i>Universidade Estadual do Maranhão</i>); <b>Geraldo Vasconcelos Mahon </b> (<i>Universidade Estadual do Maranhão</i>); <b>Victor Hugo Azevedo Carvalho </b> (<i>Universidade Estadual do Maranhão</i>); <b>José Jurandir Fagliari </b> (<i>UNESP-Jaboticabal</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>Conhecida como salsa, batatasalsa ou salsa-brava, Ipomoea asarifolia (Ders.) Roem. & Schult. é uma planta tóxica comum à beira de praias e terrenos arenosos. Trata-se de uma liana perene de hábito rasteiro, pertencente à família Convolvulaceae, com floração registrada no período de março a outubro (Kiill e Ranga, 2003). Não possui boa palatabilidade, mas em períodos de grande escassez de alimento os animais a ingerem em elevadas quantidades. Em condições naturais, foram diagnosticados casos de intoxicação em bovinos, ovinos e caprinos. Experimentalmente, essas espécies, além de bubalinos, mostraram-se igualmente suscetíveis à intoxicação por I. asarifolia (Dobereiner et al., 1960; BARBOSA et al., 2005). Segundo RIET-CORREA et al. (2002) as intoxicações causam uma síndrome tremorgênica que se caracteriza por tremores e incoordenação. Inicialmente os tremores podem atingir a cabeça e o pescoço, mas quando os animais são excitados eles se agravam, estendendo-se por todo o corpo e provocando decúbito durante alguns minutos. SANTOS et al. (2001) caracterizaram uma proteína neurotóxica presente nas folhas frescas de I. asarifolia como o agente causador da sintomatologia e a denominou (LTS) Lectina Tóxica de Salsa. Em camundongos, a proteína purificada causou dispnéia, convulsões tônico-clônicas e paralisia flácida, quadro que evoluiu para o óbito. O objetivo deste artigo é descrever um surto de síndrome tremorgênica em ovinos criados extensivamente no município de Paulino Neves, localizado no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, nordeste do Brasil. O município possui uma área de 1.198 Km2, com pouca vegetação e um solo representado por areias quartzosas marinhas e dunas. As temperaturas anuais variam entre 36 e 16oC, e chuva entre 1500 e 1750 mm (NUGEO/LABGEO, 2002). A síndrome tremorgênica foi constatada no ano de 2007, através de duas visitas técnicas, sendo uma no mês de junho que corresponde ao final do período chuvoso e a outra em outubro, o período mais seco do ano. No mês de junho, foram observados três rebanhos, presos ao final da tarde para exame clínico. Nesta ocasião foi recolhido um animal adulto sintomático para necropsia. Colheu-se salsa (I. asarifolia) e uma planta do gênero Estilosantes, implicadas como possíveis causas da  doença do treme , denominação atribuída pelos criadores da região. Na segunda visita, o exame clínico foi conduzido no próprio campo, ambiente onde os animais realizam o pastejo diário. Ao encontrar um animal sintomático, o mesmo era agitado e observado durante uma hora. Uma ovelha sintomática com quatro meses de idade foi recolhida para necropsia. Os principais sinais clínicos observados foram: hiperemia de mucosas, tremor da cabeça, incoordenação motora, perda do equilíbrio e queda com decúbito lateral. Quando os animais foram excitados, estes sinais mostraram-se exacerbados. Uma elevada permanência em decúbito constituía-se em prognóstico desfavorável. Levantamento realizado através de questionário revelou uma mortalidade de aproximadamente 10% ao ano. À necropsia, observou-se discreta congestão no parênquima cerebral. Não houve alteração no exame histopatológico. Os sinais clínicos são compatíveis com relatos de intoxicação natural e experimental de ovinos por I. asarifolia (Medeiros et al., 2003; Barbosa et al., 2005). </font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>