ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:01.310-3</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Bovinos e Bubalinos: Produção, Reprodução, Clínica e Cirurgia</b><p align=justify><strong>LISTERIOSE EM BOVINOS LEITEIROS NA REGIÃO SERRANA DO RIO GRANDE DO SUL: CARACTERIZAÇÃO ANÁTOMO-PATOLÓGICA E IMUNOISTOQUÍMICA</strong></p><p align=justify><b><u>Adriana Costa da Motta </u></b> (<i>Universidade de Passo Fundo</i>); <b>Carlos Bondan </b> (<i>Universidade de Passo Fundo</i>); <b>Sérgio Aladin Messina </b> (<i>Universidade de Passo Fundo</i>); <b>Marília Remor Balbinot </b> (<i>Universidade de Passo Fundo</i>); <b>Tanise Policarpo Machado </b> (<i>Universidade de Passo Fundo</i>); <b>Cristiane Barille </b> (<i>Universidade de Passo Fundo</i>); <b>Joana Gardelin </b> (<i>Universidade de Passo Fundo</i>); <b>Maria Isabel Albano Edelweiss </b> (<i>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>A listeriose é uma enfermidade infecciosa que ocorre em diversas espécies animais e no homem. Os ruminantes parecem ser mais suscetíveis. A doença é causada por Listeria monocytogenes, bactéria Gram-positiva, encontrada no solo, plantas, silagem e outros alimentos, superfície da água, paredes e pisos de instalações, e fezes. Em ruminantes sadios pode ser isolada da secreção nasal e das fezes. São reconhecidas três formas da enfermidade: septicêmica que se manifesta pela presença de abscessos no fígado, baço e outras vísceras em ruminantes jovens e em outras espécies; aborto metrite e placentite em bovinos e ovinos; e, meningoencefalite, observada mais freqüentemente, em ruminantes e esporadicamente em outras espécies. Nessa forma as lesões ocorrem provavelmente em conseqüência de traumatismos na mucosa oral. O presente trabalho tem como objetivo relatar um surto de listeriose em bovinos leiteiros na Região Serrana do Rio Grande do Sul diagnosticado no Laboratório de Patologia Animal da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, RS, caracterizando seus aspectos anátomo-patológicos e imunoistoquímicos. O surto ocorreu em bovinos da raça Holandesa de uma propriedade do município de Nova Prata. De um total de 200 terneiros, oito adoeceram e morreram, um destes com 15 dias de idade. O quadro clínico era de salivação, anorexia, apatia, olhos profundos e membros enrijecidos. A evolução clínica foi de quatro a cinco dias. A alimentação consistia de farelo de arroz, milho, rolão de milho, leite e pasto. Apesar de ter sido realizado tratamento com terramicina, penicilina e antitóxico, os animais morreram. Foi encaminhado à necropsia um terneiro de dois meses de idade. Os achados anátomo-patológicos mais significativos foram observados no sistema nervoso central, que apresentava à necropsia hiperemia. Microscopicamente, havia no cérebro congestão difusa severa com manguitos perivasculares constituídos de neutrófilos, células mononucleares e pus; necrose neuronal com microgliose; presença de microabscessos na substância cinzenta e branca; focos de malácia; vasculite e hemorragia, e infiltrado mononuclear e neutrocitário com formação de pus nas leptomeninges. Na coloração de Gram e na coloração Brown e Brenn foram observados bastonetes gram-positivos no interior de células inflamatórias, por vezes na neurópila, próximas a neurônios e no citoplasma de neurônios degenerados. O exame imunoistoquímico (anticorpo policlonal anti-Listeria monocytogenes; Biodesign®, 1:1.000) foi positivo para L. monocytogenes. No cerebelo havia congestão difusa severa com manguitos perivasculares constituídos de neutrófilos, células mononucleares e pus; infiltrado mononuclear e neutrocitário com formação de pus nas leptomeninges e presença de microabscessos na substância branca. Destaca-se que, até o momento, não foram diagnosticados casos de listeriose em bovinos na área de abrangência do LPA. O caso ocorreu na Serra Gaúcha, demonstrando a ocorrência da doença naquela região. O histórico clínico e os achados anátomo-patológicos foram compatíveis com a forma nervosa da listeriose. A detecção de Listeria monocytogenes por imunoistoquímica confirmou o diagnóstico. Salienta-se a importância do diagnóstico anátomo-patológico em nosso meio e da confirmação do antígeno em lesões através de Patologia Molecular.</font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>