ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:09.264-1</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Pequenos Animais: Clínica e Cirurgia</b><p align=justify><strong>INTUSSUSCEPÇÃO UTERINA EM UM CANINO, SRD</strong></p><p align=justify><b>Cristiane Beck </b> (<i>Unicruz</i>); <b>Rodrigo Otávio do Canto Cardona </b> (<i>Unicruz</i>); <b>Gustavo Morilo Pereira Cossetin </b> (<i>Unicruz</i>); <b><u>Vanessa Zanchi </u></b> (<i>Unicruz</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>INTRODUÇÃO: Intussuscepção é a invaginação de um segmento em outro, e ocorre em todas as espécies. Para que ocorra intussuscepção intestinal os movimentos peristálticos devem estar incrementados ou exagerados e o segmento intestinal encaixado deve apresentar uma lesão que sirva de ponto de fixação. Na maioria dos casos em animais, a causa não é estabelecida (CARLTON, 1998). Segundo Slatter (1998) os componentes da intussuscepção são o segmento invaginado, denominado intussuscepto, e o segmento envoltório, denominado intussuscipiente (invaginante). A maioria dos casos de intussuscepção ocorre no sentido do peristaltismo (direta). Menos freqüentemente, ocorrem no sentido oposto ao peristaltismo (retrógrada). Intussuscepções podem ser múltiplas, compostas, e podem também recorrentes. Intussuscepções múltiplas ocorrem, às vezes, agonicamente, aparentemente em resposta à hipóxia por ocasião da morte, mas essas são facilmente distinguíveis das intussuscepções ante-mortem porque não apresentam edema, hiperemia e congestão (CARLTON et. al, 1998). MATERIAIS E MÉTODOS: Foi atendido no Hospital Veterinário da Universidade de Cruz Alta/RS uma paciente canina, SRD, fêmea, a qual foi avaliada e encaminhada para a realização de ovariosalpingohisterectomia eletiva. A anamnese não foi possível, pois o canino havia sido retirado da rua. No ambulatório foram realizados todos os procedimentos pré-operatórios e o paciente foi encaminhado para o bloco cirúrgico para realização do procedimento, através da técnica das três pinças modificadas. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Durante a realização da ovariosalpingohisterectomia, quando o corpo uterino foi visualizado percebeu-se uma intussuscepção próxima a cérvix, caracterizando-se pela invaginação do próprio órgão. A alteração se encontrava cranial a cérvix, podendo assim ser retirada junto com a mesma, sem comprometer o órgão. Segundo Slatter (1998), a intussuscepção uterina já foi descrita numa cadela Chow Chow com corrimento vaginal durante 4 semanas. Por ocasião da realização da laparotomia exploratória, o corno uterino esquerdo estava  telescopado sobre si mesmo, no local próximo à sua junção com a trompa uterina. No caso relatado a ovariosalpingohisterectomia foi efetuada com sucesso. Vale ressaltar que a alteração encontrada foi no corno uterino e não existem relatos dessa alteração em nível de cérvix e vagina, assim como encontrado na paciente encaminhada ao hospital veterinário. O canino não apresentou alteração clínica para tal achado e também não foi possível avaliar a causa da alteração devido o canino ter sido encontrado na rua. Acredita-se que um parto distócico possa ser uma delas já que neste ocorre um aumento dos movimentos deste órgão. CONCLUSÃO: Como não há relatos de intussuscepção uterina, acredita-se ser imprescindível ressaltar essa alteração já que poderão ocorrer alterações clínicas importantes, devendo-se fazer o diagnóstico diferencial. BIBLIOGRAFIA UTILIZADA - CARLTON, William W.; Patologia Veterinária Especial de Thomson, Segunda Edição, Editora Artes Médicas Sul LTDA. - SLATTER, D. Manual de Cirurgia de Pequenos Animais, estado de São Paulo. Segunda Edição, Volume I. Editora Manole, LTDA. </font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>