ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:09.253-1</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Pequenos Animais: Clínica e Cirurgia</b><p align=justify><strong>REAÇÃO LEUCEMÓIDE EM UM CANINO COM PIOMETRA-RELATO DE CASO</strong></p><p align=justify><b><u>Giovani Jacob Kolling </u></b> (<i>Universidade de Cruz Alta</i>); <b>Cristiane Beck </b> (<i>Universidade de Cruz Alta</i>); <b>Julie Ane Jank </b> (<i>Universidade de Cruz Alta</i>); <b>Thiago Moreira Tejkowski </b> (<i>Universidade de Cruz Alta</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>INTRODUÇÃO: A piometra é uma infecção uterina que se desenvolve sob a influência da progesterona (BISTNER et al., 2002). Resulta de uma interação bacteriana com o endométrio devido uma estimulação prolongada de progesterona, três a seis semanas após o cio (COGGAN, et al., 2007). A Escherichia coli é o microrganismo mais comumente isolado (NELSON; GUILLERMO, 2006). Um corrimento vulvar purulento está presente nos animais com piometra do tipo aberta. Os sinais são mais graves em pacientes com piometra fechada como anorexia, letargia e vômitos (NELSON; GUILLERMO, 2006). Neutrofilia com desvio à esquerda, monocitose e evidência de toxicidade de leucócitos são os achados mais importantes do hemograma (NELSON; et al., 2001). A reação leucemóide se caracteriza pela marcante ou extrema leucocitose, normalmente associada com neutrofilia e desvio à esquerda severo (GONZÁLES e SILVA, 2005). Granulação tóxica ou difusa basofilia citoplasmática, acontecem quando há estímulo a granulopoiese, pela extensão e/ou duração de um processo inflamatório. A presença desses grânulos depende da duração e gravidade de um processo inflamatório (LOPES, et al., 2008). MATERIAIS E MÉTODOS: Foi atendido um canino, fêmea, SRD, com doze anos de idade, no Hospital Veterinário da UNICRUZ com anorexia, apatia, episódios de vômitos e que havia apresentado cio há um mês. Ao exame clínico a temperatura retal foi de 36ºC, mucosas pálidas e 6% de desidratação, além de dor à palpação abdominal. Solicitou-se um hemograma como exame complementar. Após a coleta o sangue foi encaminhado ao laboratório de análises clínicas da UNICRUZ. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O hemograma resultou em uma leucocitose por neutrofilia, com desvio a esquerda regenerativo, linfocitose e monocitose, além de presença de granulações tóxicas e neutrófilos bizarros, tendo como diagnóstico piometra. A piometra é um distúrbio uterino potencialmente fatal. Neutrofilia com desvio à esquerda, monocitose e evidência de toxicidade de leucócitos são os achados mais importantes do hemograma (NELSON; GUILLERMO, 2001). Granulação tóxica ou difusa basofilia citoplasmática acontecem quando há estímulo a granulopoiese, pela extensão e/ou duração de um processo inflamatório, há diminuição dos prazos de maturação das células precursoras, e os neutrófilos chegam ao sangue com persistência da granulação primária (LOPES, et al., 2008). De acordo com autores já mencionados destacam-se os valores obtidos no leucograma deste relato onde os leucócitos totais estavam extremamente aumentados, apresentando 186.500/m3 sendo que o normal está entre 6.000-17.000/m3, caracterizando uma infecção grave, além de presença de granulações tóxicas presentes no caso. De acordo com Nelson et al (2001) leucócitos podem chegar de 100.000 a 200.000/&#956;l, com presença de desvio para a esquerda em conseqüência de infecção e septicemia. CONCLUSÃO: A leucocitose intensa é esperada em piometra de colo fechado, porém variando a intensidade, e nesse caso provocando a reação leucemóide intensa, sendo de grande importância o destaque do relato devido um aumento de aproximadamente cem vezes o número de células inflamatórias, como ocorre em raros casos.</font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>