ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:09.209-3</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Pequenos Animais: Clínica e Cirurgia</b><p align=justify><strong>FEOCROMOCITOMA MALIGNO EM UM CANINO  RELATO DE CASO</strong></p><p align=justify><b><u>Cristina Krauspenhar Rossato </u></b> (<i>Universidade de Cruz Alta - UNICRUZ</i>); <b>Estela Marx Maier </b> (<i>Universidade de Cruz Alta - UNICRUZ</i>); <b>Gustavo Bortolotto Peters </b> (<i>Universidade de Cruz Alta - UNICRUZ</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>INTRODUÇÃO: Os feocromocitomas são tumores das células da região medular adrenal, considerados raros na espécie canina, com freqüência de 0,13 a 0,01% em relação à ocorrência de todos os tumores que acometem os cães (CARVALHO et al., 2004). O diagnóstico geralmente é considerado acidental e realizado durante a necropsia, ou é um achado durante o ato cirúrgico. A maior parte das manifestações clínicas produzidas é decorrente do aumento de catecolaminas circulantes ou do efeito mecânico de compressão exercido pela massa tumoral em relação aos órgãos adjacentes (PLATT et at., 1998). DESCRIÇÃO DO CASO: Este trabalho relata o caso de um cão, Daschund, macho, 12 anos, atendido no Hospital Veterinário, cuja queixa principal era fraqueza, anemia e aumento de volume abdominal. O animal morreu durante o atendimento clínico e foi encaminhado para necropsia no Setor de Patologia Veterinária. Fragmentos da glândula adrenal foram coletados e fixados em formalina tamponada a 10% e processados pela técnica de inclusão em parafina e coloração pela hematoxilina-eosina (HE). RESULTADOS E DISCUSSÃO: Na avaliação macroscópica havia cerca de 350 ml de sangue vivo na cavidade abdominal. A glândula adrenal esquerda estava aumentada de tamanho, com cerca de 4x3x5 cm, e coloração castanho-avermelhada. Esta massa tumoral invadiu localmente a veia cava caudal, fazendo ruptura da parede e conseqüente hemoperitônio. Na luz da veia cava caudal havia extenso trombo tumoral com cerca de 1cm de comprimento, e segundo a literatura, alguns cães com feocromocitoma (15 a 38% dos casos) apresentam invasão das estruturas adjacentes, particularmente da veia cava caudal (PLATT et at., 1998). Na avaliação histológica observou-se proliferação de células poliédricas pleomórficas da região medular com invasão da região cortical. Essas células neoplásicas apresentam padrão em  paliçada ao redor de capilares sangüíneos. O diagnóstico de feocromocitoma geralmente é realizado acidentalmente no momento da necropsia (MAHER & McNIEL, 1997), como observado neste caso, já que o animal morreu durante o atendimento, não sendo possível realizar exame radiológico e ultra-sonografia. CONCLUSÃO: O feocromocitoma realmente consiste em um desafio diagnóstico, pois é uma neoplasia de ocorrência rara no cão e requer um alto grau de conhecimento clínico. A intervenção cirúrgica é sem dúvida o método de eleição curativo para os casos de suspeita de feocromocitoma, proporcionando uma esperança de cura, ou ao menos de sobrevida estimada em até dois anos, com qualidade de vida e bem estar para o animal em questão. REFERÊNCIAS CARVALHO, C.F. et al. Feocromocitoma em cão  Nota Prévia. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, v.2, n. 41, p.113-117, 2004. MAHER, E. R. Jr.; McNIEL, E. A. Pheochromocytoma in dogs and cats. Veterinary Clinics of North America - Small Animal Practice, v. 2, n. 27, p. 359-380, 1997. PLATT, S. R.; SHEPPARD, B. J.; GRAHAM, J.; UHL, E. W.; MEEKS, J.; CLEMMONS, R. M. Pheochromocytoma in the vertebral canal of two dogs. Journal of American Animal Hospital Association, v. 5, n. 34, p. 365-371, 1998. </font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>