ÿþ<HTML><HEAD><TITLE>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>35º Conbravet - Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>ResumoID:09.209-2</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td>AREA: <b>Pequenos Animais: Clínica e Cirurgia</b><p align=justify><strong>MESOTELIOMA PLEURAL EM UM FELINO  RELATO DE CASO</strong></p><p align=justify><b>Cristina Krauspenhar Rossato </b> (<i>Universidade de Cruz Alta - UNICRUZ</i>); <b><u>Estela Marx Maier </u></b> (<i>Universidade de Cruz Alta - UNICRUZ</i>); <b>Gustavo Bortolotto Peters </b> (<i>Universidade de Cruz Alta - UNICRUZ</i>)<br><br></p><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>INTRODUÇÃO: O mesotelioma é uma neoplasia originária das células mesodérmicas que revestem as cavidades pleural, pericárdica e peritoneal e também a túnica vaginal do testículo (THRALL e GOLDSCHMIDT, 1978). São tumores raros nos animais domésticos e têm sido descritos em bovinos e cães e, com menor freqüência, em eqüinos, suínos e gatos (HEAD, 1990). A etiologia do mesotelioma ainda não foi completamente elucidada. No homem existe relação direta entre a inalação crônica de partículas de amianto e a incidência de mesotelioma pleural (BHANDARKAR et al., 1993). No bovino o mesotelioma pode ser congênito e em cães é de ocorrência espontânea (ANDREWS, 1973). Macroscopicamente o mesotelioma caracteriza-se por múltiplos nódulos de consistência firme, com 0,1 a 5cm de diâmetro, amarronzado a róseo, localizados nas serosas parietal e/ou visceral (UMPHLET e BERTOY, 1988). Os sinais clínicos ocorrem conseqüentes à presença da massa e ao acúmulo de líquido nas cavidades torácica e peritoneal, culminando com cianose e aumento da freqüência respiratória. O tratamento do mesotelioma é paleativo e visa minimizar os sinais clínicos pela toracocentese e laparocentese, tendo em vista que a exérese completa da neoplasia geralmente é inviável (UMPHLET e BERTOY, 1988). DESCRIÇÃO DO CASO: Este trabalho relata o caso de um felino, sem raça definida, atendido no Hospital Veterinário da UNICRUZ, cuja queixa principal era dispnéia acentuada e mucosas cianóticas. Após a morte o animal foi encaminhado sem histórico clínico ao Setor de Patologia Veterinária. Fragmentos da massa tumoral foram coletados e fixados em formalina tamponada a 10% e processados pela técnica de inclusão em parafina e coloração pela hematoxilina-eosina (HE). RESULTADOS E DISCUSSÃO: À necropsia, na cavidade torácica havia cerca de 300 ml de líquido translúcido, sem viscosidade, mas com presença de filamentos de fibrina. O pulmão estava acentuadamente pequeno, vermelho e hipocrepitante (atelectasia difusa acentuada). Na cavidade torácica e ocupando toda a região do mediastino, havia múltiplos nódulos branco-avermelhados, de superfície irregular, distribuídos difusamente e restrita à pleura visceral e parietal do pericárdio. Microscopicamente observou-se proliferação de células neoplásicas dispostas em projeções papilares irregulares e de tamanhos variados. As células neoplásicas eram cúbicas, com citoplasma ora eosinofílico ora claro, núcleo oval a arredondado, contendo nucléolos proeminentes. Foram evidenciadas raras figuras de mitose. As células neoplásicas apresentavam-se envoltas por grande quantidade de tecido conjuntivo bem vascularizado. CONCLUSÃO: O diagnóstico de mesotelioma pleural foi baseado nos achados anatomopatológicos, visto que são neoplasias raras e de difícil diagnóstico clínico. REFERÊNCIAS ANDREWS, E.J. Pleural mesothelioma in a cat. J. Comp. Pathol., v.83, p.259-263, 1973. BHANDARKAR, D.S.; SMITH, V.J.; EVANS, D.A. et al. Benign cystic peritoneal mesothelioma. J. Clin. Pathol., v.46, p.867-868, 1993. HEAD, K.W. Tumors of the alimentary tract. In: Tumors of domestic animals. 3.ed. Berkeley: University of California, 1990. p.422-427. THRALL, D.E.; GOLDSCHMIDT, M.H. Mesothelioma in the dog: six case reports. J. Am.Vet. Rad. Soc., v.19, p.107-114, 1978. UMPHLET, R.C.; BERTOY, R.W. Abdominal mesothelioma in a cat. Mod. Vet. Pract., v.69, p.71-71, 1988. </font></p></td></tr></table></tr></td></table></body></html>